Tres filmes novos chegam a
Indaiatuba amanhã, dois deles brasileiros, que tem como inspiração a música
mais popular brasileira. “À beira do caminho” é narrado por meio de canções de
Roberto Carlos (o título vem de “Sentado á beira do caminho”, a obra-prima de
Erasmo Carlos) e “Vou rifar meu coração” é formado por episódios que tem como
pontos de partida conhecidas ecas do repertório brega. O único filme americano
a estrear é “Lola”, e por concidencia também tem ligação com a música, já que é
estrelado por Miley “Hannah Montana” Cyrus.
Em “À beira do caminho”, o
caminhoneiro João (João Miguel, o ótimo ator de “Estômago”), para fugir dos
traumas do passado, resolve deixar sua cidade natal para trás e cruzar o país.
Ele dirige Brasil afora, sempre solitário, até que numa de suas viagens
descobre que o menino Duda (Vinicius Nascimento, que fez um dos irmãos que
morrem em “Ó Paí, Ó”) se escondeu em seu caminhão. Duda é órfão de mãe e está à
procura do pai, que fugiu para São Paulo antes mesmo dele nascer. A
contragosto, João aceita levá-lo até a cidade mais próxima. Entretanto, durante
a viagem nascem elos entre os dois, que faz com que João tenha coragem para
enfrentar seu passado. O filme é dirigido por Breno Silveira (“Dois
filhos de Francisco”) e traz ainda no elenco Dira Paes (“E aí, comeu?”), Ângelo
Antonio (“Chico Xavier”) e Ludmila Rosa (“Seja o que Deus quiser”). Segundo a
crítica, apesar do trailer promissor, o filme não entrega o que promete, talvez
por problemas durante as filmagens, como a grave doença da mulher do diretor,
que fez com que a produção se estendesse.
“Vou rifar meu coração” tem o título inspirado no “clássico”
brega de Lindomar Castilho, um dos artistas populares homenageados por este
longa da documentarista Ana Rieper. A produção se propõe a ser uma viagem ao
imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos
principais nomes da música popular romântica, também conhecida como brega. ´Letras
de músicas de artistas como Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Reginaldo Rossi,
Nelson Ned, Amado Batista, Peninha, Walter de Afogados e Wando, entre outros, são
pontos de partida para episódios reais nas vidas de pessoas comuns, muitas
vezes fãs. Além das pessoas que abrem seus corações e contam suas histórias, o
filme tem os depoimentos de Agnaldo Timóteo, Wando, Amado Batista, Lindomar
Castilho, Nelson Ned, Walter de Afogados e de Rodrigo Mell, este último
representante da nova geração do brega.
“Lola” é mais uma incursão da estrela teen Miley Cyrus no
cinema, mas foi atropelado nas bilheterias americanas pelo furacão “Os
Vingadores”. O filme é a versão americana para a produção francesa Rindo à Toa,
de 2008, com a mesma Lisa Azuelos na direção. O filme aborda o mundo dos
adolescentes da atualidade, plugados nas redes sociais, tentando driblar os
pais, enquanto se relacionam com amigos na escola e na internet. Lola (Miley
Cyrus) foi traída pelo namorado e se consola com o melhor amigo e as amigas. A
mãe, com que ela tem uma relação complicada, também vive um vai e vem com o
ex-marido. Mesmo tendo Demi Moore no papel de mãe da protagonista (alguém
aqui conhece “Eu amo a sua mãe”, da Velhas Virgens?) e a starlet da Saga
Crepúsculo, Ashley Greene, a produção foi lançada sem muito apoio da produtora
Lionsgate, que não promoveu prévias para imprensa nem circutios de entrevistas
com o elenco principal.
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