Labels

Mostrando postagens com marcador estreias.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estreias.. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dois brasileiros e um americano chegam aos cinemas de Indaiatuba esta semana


Tres filmes novos chegam a Indaiatuba amanhã, dois deles brasileiros, que tem como inspiração a música mais popular brasileira. “À beira do caminho” é narrado por meio de canções de Roberto Carlos (o título vem de “Sentado á beira do caminho”, a obra-prima de Erasmo Carlos) e “Vou rifar meu coração” é formado por episódios que tem como pontos de partida conhecidas ecas do repertório brega. O único filme americano a estrear é “Lola”, e por concidencia também tem ligação com a música, já que é estrelado por Miley “Hannah Montana” Cyrus.
Em “À beira do caminho”, o caminhoneiro João (João Miguel, o ótimo ator de “Estômago”), para fugir dos traumas do passado, resolve deixar sua cidade natal para trás e cruzar o país. Ele dirige Brasil afora, sempre solitário, até que numa de suas viagens descobre que o menino Duda (Vinicius Nascimento, que fez um dos irmãos que morrem em “Ó Paí, Ó”) se escondeu em seu caminhão. Duda é órfão de mãe e está à procura do pai, que fugiu para São Paulo antes mesmo dele nascer. A contragosto, João aceita levá-lo até a cidade mais próxima. Entretanto, durante a viagem nascem elos entre os dois, que faz com que João tenha coragem para enfrentar seu passado. O filme é dirigido por Breno Silveira (“Dois filhos de Francisco”) e traz ainda no elenco Dira Paes (“E aí, comeu?”), Ângelo Antonio (“Chico Xavier”) e Ludmila Rosa (“Seja o que Deus quiser”). Segundo a crítica, apesar do trailer promissor, o filme não entrega o que promete, talvez por problemas durante as filmagens, como a grave doença da mulher do diretor, que fez com que a produção se estendesse.
“Vou rifar meu coração” tem o título inspirado no “clássico” brega de Lindomar Castilho, um dos artistas populares homenageados por este longa da documentarista Ana Rieper. A produção se propõe a ser uma viagem ao imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música popular romântica, também conhecida como brega. ´Letras de músicas de artistas como Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Reginaldo Rossi, Nelson Ned, Amado Batista, Peninha, Walter de Afogados e Wando, entre outros, são pontos de partida para episódios reais nas vidas de pessoas comuns, muitas vezes fãs. Além das pessoas que abrem seus corações e contam suas histórias, o filme tem os depoimentos de Agnaldo Timóteo, Wando, Amado Batista, Lindomar Castilho, Nelson Ned, Walter de Afogados e de Rodrigo Mell, este último representante da nova geração do brega.
“Lola” é mais uma incursão da estrela teen Miley Cyrus no cinema, mas foi atropelado nas bilheterias americanas pelo furacão “Os Vingadores”. O filme é a versão americana para a produção francesa Rindo à Toa, de 2008, com a mesma Lisa Azuelos na direção. O filme aborda o mundo dos adolescentes da atualidade, plugados nas redes sociais, tentando driblar os pais, enquanto se relacionam com amigos na escola e na internet. Lola (Miley Cyrus) foi traída pelo namorado e se consola com o melhor amigo e as amigas. A mãe, com que ela tem uma relação complicada, também vive um vai e vem com o ex-marido. Mesmo tendo Demi Moore no papel de mãe da protagonista (alguém aqui conhece “Eu amo a sua mãe”, da Velhas Virgens?) e a starlet da Saga Crepúsculo, Ashley Greene, a produção foi lançada sem muito apoio da produtora Lionsgate, que não promoveu prévias para imprensa nem circutios de entrevistas com o elenco principal. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entrando em Cartaz


Tres novos filmes entram em cartaz nos Multiplex Topázio de Indaiatuba a partir de amanhã: “Plano de Fuga”, com Mel Gibson; “Sete dias com Marilyn”, que deu o Globo de Ouro para Michelle Williams; e o documentário “Raul – O Início, o Fim e o Meio”.


A Paixão de Gibson
“Plano de Fuga” é um veículo para Mel Gibson tentar voltar aos velhos e bons tempos. Pena que o tempo passou na janela e só Carolina não viu. Em baixa por conta dos escândalos envolvendo violência contra a namorada, insultos a minorias e casos de embriaguez, o nome do astro não foi o bastante para alavancar a produção, lançada diretamente em DVD nos EUA. Suprema humilhação que o coloca no patamar de – por exemplo – Jean-Claude Van Damme, cujos últimos trabalhos só foram lançados nos cinemas aqui no Brasil.
Driver (Gibson) estava tendo um dia ruim, sem perspectivas agradáveis. Ele tinha acabado de roubar milhões de dólares que lhe proporcionariam férias de verão agradáveis e tranquilas. Durante uma perseguição veloz com a Patrulha da Fronteira dos EUA e um corpo sangrando no seu banco detrás, Driver vira o carro bruscamente, bate no muro da fronteira, cai violentamente e seu corpo acaba caindo... no México. Preso pelas autoridades mexicanas, ele é enviado a uma prisão rígida, o mundo estranho e perigoso de El Pueblito. Não é um lugar fácil para um estranho como Driver sobreviver, a não ser com a ajuda de alguém que conhece as regras – uma criança de 10 anos de idade. O filme é dirigido pelo ex-assistente de direção de Apocalypto (o épico politicamente incorreto de Gibson), Adrian Grunberg,  e foi coadjuvado por Peter Stormare (“Fargo”, “Dançando no escuro”) e um grande e desconhecido elenco latino.
A história é baseada em fatos reais. Oficialmente chamada de “Centro de Readaptacion Social de la Mesa”, El Pueblito, ou “cidadezinha”, foi construída em 1956, em Tijuana, para acomodar 2.000 prisioneiros para uma experiência penitenciária nova, que deu muito errado. Permitir que as famílias dos encarcerados se unissem e permanecessem próximas a eles na prisão facilitaria a nova readaptação dos encarcerados ao mundo exterior... ou assim se imaginava. Tornou-se uma comunidade populosa com mais de 700 casas e lojas desorganizadas construídas ao redor do pátio principal da prisão. As lojas vendiam quase tudo que era necessário, e qualquer um poderia ser comprado por um determinado valor. Uma elite criminosa rica e poderosa passpu a comandar a “cidadezinha”: os Maizerones, que significa "porcos que comem milho", uma descrição adequada. Eles tinham seu próprio esquadrão de segurança pessoal com os quais governavam e controlavam a prisão, incluindo cerca de 400 guardas da prisão que transformaram o suborno em uma forma de arte. Na madrugada de 20 de agosto de 2002, mais de 2.000 unidades do Exército mexicano sitiaram El Pueblito, retirando os prisioneiros e recolocando-os nas novas instalações de El Hongo. No momento do sítio, havia cerca de 80 cidadãos americanos prisioneiros e 600 mulheres, crianças e outros familiares vivendo entre os quase 6.000 prisioneiros, muitos deles líderes do crime organizado e alguns dos criminosos mais perigosos no sistema carcerário mexicano.


O pecado mora ao lado
“Sete duas com Marilyn” foi um dos concorrentes ao Oscar deste ano e o único que ainda não havia passado em Indaiatuba. Deu a Michelle Williams um Globo de Ouro e a terceira indicação ao Oscar e para Kenneth Branagh a quinta final ao Premio da Academia de Hollywood. No início do verão de 1956, Marilyn Monroe pôs os pés no solo britânico pela primeira vez. Em lua de mel com o seu marido, o célebre dramaturgo Arthur Miller, Monroe veio à Inglaterra para rodar “O Príncipe Encantado” (The Prince And The Showgirl) – o com Sir Laurence Olivier, possivelmente o maior ator do século XX. Nesse mesmo verão, Colin Clark, de 23 anos, colocou os pés num set de cinema pela primeira vez em sua vida. Recém-graduado por Oxford, Clark aspirara ser cineasta e encontrou trabalho como um humilde auxiliar de produção de “O Príncipe Encantado” (The Prince And The Showgirl). Quarenta anos mais tarde, ele recontou suas experiências durante os seis meses de filmagem num livro de memórias em estilo diário intitulado The Prince, the Showgirl and Me.  
Mas ficou faltando uma semana no relato de Clark. Somente anos mais tarde Clark revelou por quê. Num livro de memórias posterior, intitulado My Week with Marilyn, ele recontou a verdadeira história de uma semana mágica que passou sozinho com a maior estrela do mundo: a semana que passou com Marilyn. Fazer Branagh interpretar seu ídolo Olivier parece natural, mas transformar a mirrada Michelle na glamurosa Marilyn é uma proeza. Nem da para lembrar a loira aguada que surgiu em Dawson’s Creek, ofuscada por Katie Holmes, a atual sra. Tom Cruise. Eddie Redmayne (A Outra), interpreta Colin Clarke.
O diretor Simon Curtis vem da TV, mas o elenco de apoio é de primeira: Judi Dench (“Shakespeare Apaixonado”) como dame Sybil Thorndike; Julia Ormond (“Lendas da Paixão”) como Vivien Leigh, mulher de Olivier; Dougray Scott (“Missão: Impossível 2”) como Arthur Miller; mais a ex-Hermione Granger Enma Watson, Toby Jones (“Confidencial”) e Derek Jacobi (“Gladiador”). 


Toca Raul!
“Raul – O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho (“Cazuza”), foi programado aqui na cidade para coincidir com o Maio Musical. O documentário pretende contar a história de Raul Seixas, o maior ídolo do rock brasileiro antes da explosão dos anos 80. Ele segue a linha do tempo, começando da infância em Salvador e terminando com sua morte em São Paulo. Entre o início e o fim, o meio, em que criou o primeiro fã clube de Elvis Presley do Brasil, escreveu clássicos em parceria do hoje bruxo Paulo Coelho, namorou, casou, fez vários filhos e foi sendo corroído pelas drogas, especialmente as bebidas. O filme arrola os testemunhos de 94 pessoas, percorrendo três estados americanos atrás de suas ex-esposas e indo até a Suiça para colher o testemunho de Paulo Coelho. Para os inúmeros fãs do Maluco Beleza, um programa indispensável.