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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Topázio Cinemas abre venda antecipada de ingressos para Homem de Ferro 3

Um dos filmes mais aguardados da temporada está prestes a chegar às salas do Topázio Cinemas de Indaiatuba. Homem de Ferro 3 tem estreia confirmada para o dia 26 de abril e os ingressos para a primeira semana de exibição já estão à venda nas bilheterias do Shopping Jaraguá e do Polo Shopping Indaiatuba e no site oficial do Topázio Cinemas. E com uma novidade: aqueles que adquirem seu ingresso antecipado levam ainda um mini-poster oficial do filme. No total, são quatro modelos diferentes. A promoção é válida enquanto durarem os estoques.

Em Homem de Ferro 3, desde o ataque dos chitauri a Nova York, Tony Stark (Robert Downey Jr.) vem enfrentando dificuldades para dormir. Quando consegue, tem terríveis pesadelos. Ele teme não conseguir proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) dos vários inimigos que passou a ter após vestir a armadura do Homem de Ferro. Um deles, o Mandarim (Ben Kingsley), decide atacá-lo com força total, destruindo sua mansão e capturando Pepper. Para enfrentá-lo, Stark precisará ressurgir do fundo do mar, para onde foi levado junto com os destroços da mansão, e superar seu maior medo: o de fracassar.
Em Indaiatuba, o filme será exibido em cinco salas, com cópias convencionais (2D) e 3D, em versões dublada e legendada (confira os horários abaixo). É importante lembrar que é preciso adquirir o ingresso antecipado no shopping escolhido para conferir o filme. Mais informações pelo telefone (19) 3875-2123 ou pelo endereço eletrônico www.topaziocinemas.com.br, onde também é possível comprar seu ingresso antecipado.

HORÁRIOS DE EXIBIÇÃO
* Válidos de 26 de abril a 2 de maio

POLO SHOPPING INDAIATUBA
3D DUBLADO
- Sexta (26)  a Domingo (28)  e  Quarta (1º - feriado): 13h00, 15h45, 18h30 e 21h15
- Segunda (29), Terça (30) e Quinta (2): 15h45, 18h30 e 21h15
3D LEGENDADO
- Sexta (26) a Domingo (28) e Quarta (1º - feriado): 13h45, 16h30, 19h15 e 22h00
-
Segunda (29), Terça (30) e Quinta (2): 16h30, 19h15 e 22h00
2D DUBLADO
-
Sexta (26) a Quinta (2): 14h45, 17h30 e 20h15

SHOPPING JARAGUÁ INDAIATUBA
3D DUBLADO
-
Sexta (26) a Domingo (28) e Quarta (1º - feriado): 13h30, 16h15, 19h00 e 21h50
- Segunda (29), Terça (30) e Quinta (2): 16h15, 19h00 e 21h50
2D LEGENDADO
-
Sexta (26) a Quinta (2): 15h00, 17h50 e 20h40

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"O Hobbit - Uma Jornada inesperada" chega às telas

Depois de uma produção quase tão épica quanto o próprio filme, finalmente chega aos cinemas "O Hobbit - uma jornada inesperada", uma espécie de prequel de "O Senhor dos Anéis". A obra original de J.R.R. Tolkien era bem mais simples, tendo começado como uma história para crianças. Ainda que no final das contas tenha terminado como uma aventura bem menos infantil, o material original era bem menos complexo e extenso que a saga do "anel-para-governar-todos-os-outros".
Parecia óbvio que Peter Jackson dirigisse este filme, mas quase que isso não aconteceu. Por motivos diversos, o projeto esteve por anos nas mãos de Guillermo Del Toro, de "Hellboy" e "O Labirinto do Fauno". Por fim, o artífice dos três "O Senhor dos Anéis" assumiu seu lugar de direito e o que era para ser um ou dois filmes, virou uma nova trilogia. Alguém falou em "Star Wars"? Sim, no final das contas cabou virando uma hexalogia, com a diferença de que havia um material sólido como ponto de partida, e não uma vaga idéia como no caso de George Lucas (Fora o fato de Jackson ser um diretor e gerente de produção muito melhor que o criador de Darth Vader).
No livro, a história começa com Bilbo (tio deFrodo, que foi vivido por Ian Holm na primeira trilogia) sendo visitado por um bando de anões. Instigados pelo mago Gandalf, eles querem incluir o pacato hobbit numa missão rumo às Montanha Solitária a fim de roubar o enorme tesouro guardado pelo dragão Smaug. Durante a jornada, somos introduzidos a povos, monstros e outros elementos que mais tarde farão parte da mitologia de "O Senhos dos Anéis", como Gollum e seu anel "precioso". Espertamente, Jakson força a barra para ligar "O Hobbitt" à saga que dirigiu anteriormente, sem falar na necessidade de transformar um romance muito menor em uma trilogia de tamanho e impacto similares ao seu megassucesso da década anterior.
O elenco é quase todobritânico. Martin Freeman, que já havia sido protagonista de outra adaptação de livro cult - "O Guia do Mochileiro das Galáxias" - vive Bilbo Baggins, ou Bolseiro na traduição nacional. Ian McKellen retorna ao seu papel de Gandalf; Richard Armitage, que participou de "Capitão América", é Thorin, líder dos anões; Manu Benet, o Crixus do seriado Spartacus, é o vilão orc Azog; e, naturalmente, Andy Serkis como Gollum. Daqui a um ano será lançado a segunda parte, "A Desolação de Smau", e sete meses depois a conclusão, "Lá, e de volta outra vez".
Além do 3D e efeitos digitais e tecnologias pós-Avatar, "O Hobbit" foi filmado a 48 quadros por segundo, em contraste com os tradicionais 24 quadros que caracterizam a Sétima Arte desde o fim do cinema mudo. Quem já viu, disse que é uma nova experiência em cinema.


Confira os horários em Indaiatuba clicando aqui.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As estreias da semana em Indaiatuba


Dois filmes chegam esta semana aos Multiplex Topázio de Indaiatuba, além das sessões especiais para o Setembro em Dança. Sylvester Stallone retorna com sua gangue de velhos action heroes em “Os Mercenários 2” e a elogiada cinebiografia “Violeta foi para o céu” também entra em cartaz.

Stallone já filmou com Woody Allen e Chuck Norris com Bruce Lee
Filme de macho 2
Depois do sucesso de sua primeira reunião de veteranos dos filmes de porrada, a continuação de “Os Mercenários” era inevitável. E desta vez, há o acréscimo de Jean-Claude Van Damme, que havia se recusado a participar da primeira empreitada (talvez por isso ele tenha ganhado o papel de vilão), e – ninguém mais, ninguém menos – que Chuck Norris. A crítica considerou esta sequencia melhor que o original, e quem espera muitos tiroteios com munição inesgotável, heróis a prova de balas, perseguições e explosões, ganha de bônus diversas piadas auot-referentes. Não podendo faltar, é claro, as Chuck Norris Facts.
Desta vez, Stallone deixou a direção a cargo de Simon West, que fez “Con Air” e “Lara Croft: Tomb Raider” no início da carreira, mas que andava em baixa ultimamente. Além dos citados o elenco traz de volta o dream team dos filmes de macho dos anos 90: Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jet Li, Dolph Lundgreen, mais o jovem (perto deles) Jason Statham, a lenda do MMA, Randy Couture  e a promessa Liam Hemsworth, de “Jogos Vorazes”.

No Brasil, Violeta Parra é mais conhecida por causa da canção "Volver a los 17",
gravada por Mercedes Sosa e Milton Nascimento
Volver a los 17
“Violeta foi para o Céu” O filme conta a trajetória da compositora, artista e cantora chilena Violeta Parra. Esta biografia não segue uma linha cronológica, focando-se em diversos momentos da vida de Violeta, como sua infância na província de Ñuble, sua viagem pelo interior do Chile, as visitas à França e à Polônia, além do romance que ela teve com o suíço Gilbert Favre. O filme é inteiramente intercalado com trechos de uma entrevista que Violeta Parra deu à televisão em 1962.  A direção é de Andrés Wood (“Machuca”) e a atriz Francisca Gavián vive a protagonista.

Setembro em dança no cinema
“O Último dançarino de Mao” tem duas sessões especiais, no Polo e Jaraguá, como parte da programação de filme do Setembro em Dança, da Secretaria Municipal da Cultura. Durante a Revolução Cultural Chinesa deflagrada por Mao Tsé Tung, Lin Cunxin (Wen Bing Huang/Chengwu Guo/Chi Cao), de 11 anos, é escolhido para deixar sua família de camponeses e estudar balé em Pequim. Em 1979, durante uma visita ao Texas, nos Estados Unidos, ele se apaixona por uma mulher local. O governo chins exige seu retorno, mas ele luta para ficar. Dois anos depois, ele se torna o principal dançarino do Houston Ballet e também o principal artista do Australian Ballet. A direção é de Bruce Beresford (“Conduzindo Miss Daisy”) e no elenco estão ainda Bruce Greenswood (“Star Trek”) e Joan Chen (“O último Imperador”). 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cineclube Indaiatuba exibe "A Febre do rato" hoje

Nanda Costa e Irandhir Santos em cena do filme, rodado em preto e branco
"Febre do Rato", terceiro longa de Cláudio Assis ("Amarelo Manga", "Baixio das Bestas") é o cartaz de hoje do Cineclube Indaiatuba, com sessão única às 19h45, seguida por um bate-papo com o público. O título se refere a uma expressão popular típica de Recife, que designa alguém quando está fora de controle, alguém que está danado. E é assim que Zizo, um poeta inconformado e de atitude anarquista, chama um pequeno tablóide que ele publica as próprias custas. Vivendo em um mundo particular, Zizo se depara com Eneida, uma jovem de aproximadamente 18 anos, que instiga e promove a transformação do poeta.
No elenco estão Irandhir Santos (o deputado de "Tropa de Elite 2", que já trabalhou com Assis em "Baixio das Bestas"), Nanda Costa ("Bezerra de Menezes"), Matheus Natchergaele (ator fetiche do diretor, presente em seus tres longas), Juliano Cazarré ("Assalto ao Banco Central", "Bruna Surfistinha") e as veteranas Maria Gladys ("Os Fuzis", "Todas as mulheres do mundo") e Ângela Leal ("Perdoa-me por te traíres", "Zuzu Angel").
Segue uma resenha do meu amigo Clóvis Gruner, ex-jornalista, historiador e professor universitário em Curitiba.

Em sua crítica a “Febre do rato” (2011), do diretor pernambucano Claudio Assis, o crítico Inácio Araújo afirma que se trata de um filme “feito porque tem algo a dizer, não porque tem um negócio a fazer”. A frase me parece sintetizar não apenas este, mas a breve e intensa filmografia de Assis, composta de alguns curtas e de outros dois longas: “Amarelo manga”, de 2002, seu filme de estreia; e “Baixio das bestas”, de 2006. Li recentemente em um site de cinema, uma crítica comparado-o a Glauber Rocha. A aproximação não me parece pertinente: Glauber Rocha e o Cinema Novo, Glauber principalmente, tinham uma dicção politizante, um indisfarçável tom messiânico em sua pretensão a fazer do cinema uma experiência conscientizadora. O pernambucano me parece muito mais próximo do Cinema Marginal, contemporâneo do Cinema Novo mas, diferente deste, despretensioso, debochado, iconoclasta, sem por isso renunciar à sua dimensão crítica e incômoda. Aliás, arrisco dizer que Assis é, no cinema brasileiro atual, o principal herdeiro de um Rogério Sganzerla, que soube como poucos transitar entre a erudição e o escracho, articular o exame crítico e o riso cínico – e quem viu “Luz nas trevas”, esforço bem sucedido de Helena Ignez e Icaro Martins em levar às telas o roteiro que Sganzerla não teve tempo de filmar, sabe do que estou a falar.

Pois bem, assisti “Febre do rato” ontem à tarde. Não sei se é o melhor filme de Assis, não sei se é o que mais gostei, porque oscilo ainda entre este e “Amarelo manga” – “Baixio das bestas”, admito, é o lanterninha da lista. Mas talvez melhor que estabelecer qual o melhor ou de qual gostei mais, seja pensá-lo como o fim de um percurso, iniciado há uma década com “Amarelo manga”. Não sei também se Assis pretendeu compor uma trilogia, mas é assim que percebo este arco de histórias pelo tanto que tem em comum: da paisagem pernambucana – a capital, Recife, em “Amarelo...” e “Febre...”, a Zona da Mata em “Baixio...” –; a alguns “atores fetiches”, principalmente Matheus Nachtengaele, presente nos três filmes, ou Dira Paes, que faz uma ponta neste último; passando pelo olhar que procura apreender as vidas em risco, experiências e vivências marginais, não são poucos os elementos comuns que corroboram para a sensação de que um filme se desdobra em outro, uma história encontra outra.

Por outro lado, cada película carrega especificidades. Em “Amarelo...” são as múltiplas realidades e possibilidades de sobrevivência em uma realidade urbana precária o foco de interesse. Os personagens, em sua maioria vivendo no ou em torno ao Texas Hotel, tem suas existências atravessadas pela violência em suas muitas formas – institucional, econômica, social, simbólica, etc. –; se resistem e sobrevivem a ela o fazem mais por inércia e necessidade. Trata-se de um universo quase estático, praticamente imóvel, incapaz de se transformar e de autorizar qualquer mudança em suas personagens: da primeira à última cena, há uma pobreza, um desamparo, uma impotência que nada nem ninguém podem mudar.

Esta opção é radicalizada em “Baixio das bestas”, dos três talvez o mais contundente, cru em sua violência desmedida e sem vergonha mas que, registre-se, pouco tem a ver com a estetização da violência que é marca de parte significativa do cinema brasileiro recente, de “Cidade de Deus” a “Tropa de elite”. A escolha de deslocar a trama da capital para a Zona da Mata já é em si significativa, porque parece revelar a intenção de tecer uma narrativa ainda mais claustrofóbica e asfixiante que “Amarelo...”. Como bem definiu um crítico à época do seu lançamento, é um “filme parado no tempo de um Brasil arcaico, que se recusa a mudar”. Ao longo de pouco mais de uma hora, somos confrontados com espancamento de mulheres, exploração de menores, pedofilia, sodomia, estupro... Em certo momento, o personagem de Matheus Nachtengaele nos provoca: “Tá sentindo um cheiro estranho? É a podridão do mundo”. Eis, em uma pergunta e sua resposta, aquilo que o filme se propõe mostrar.

Este “Febre do rato” é diferente. Há, por certo, a periferia recifense e os despossuídos que nela habitam. Mas há, por outro lado, uma disposição a afirmar a vida para além de qualquer risco. Zizo – interpretado por Irandhir Costa –, personagem central da história, não é apenas um poeta, mas um poeta que fez de sua vida uma obra de arte: vive intensa e plenamente o que pensa, sente e escreve. Em torno a ele, bebendo cachaça e cerveja, fumando maconha, trepando, orbitam personagens que experimentam, igualmente, modos alternativos de existência. Amigos e libertários – no sentido anarquista da palavra, importante que se registre –, eles são “pobres, pontiagudos, anárquicos”, na feliz definição de Inácio Araújo. A seu modo, e porque vivem e experimentam cotidianamente uma violência que insiste em condená-los à marginalidade, ao risco, à precariedade, o coveiro Pazinho (Matheus Nachtengaele), sua namorada, a travesti Mariana (Tania Guanussi), Eneida (Nanda Costa), entre outros personagens que compõem o lúmpen que interessa ao olhar inquieto de Assis, sabem que a amizade é uma virtude que só se concretiza entre pessoas de bem, que ela não existe onde há crueldade, injustiça e deslealdade.

“Entre os maus há sempre uma conspiração, não uma companhia; eles não se entre-amam, mas se entre-temem; não são amigos, mas cúmplices”, escreveu o jovem Etienne de La Boétie, que foi amigo de Montaigne. Em seu “Discurso da servidão voluntária”, Boétie defende que a cumplicidade é baseada na desconfiança, desconfiança que é também renúncia da liberdade: para merecer a cumplicidade do tirano, é preciso, antes, servi-lo. A amizade, por sua vez, é baseada no amor, no respeito e na confiança, na igualdade entre os pares. Recusa do servir, ela é a condição da liberdade. Visto sob esta ótica, não me parece casual que seja a amizade, em “Febre do rato”, a alternativa possível ao estado de exceção em que estamos, em maior ou menor grau, enredados. E ela transborda por todo o filme: erótica, alegre, sensual, despojada, desbocada, chapada.

Em uma leitura a contrapelo de Giorgio Agamben, o historiador francês Georges Didi-Huberman critica, no filósofo italiano, a ênfase que este dá à destruição da experiência na modernidade, ao ponto de “estabelecer uma espécie de equivalência desencantada entre democracia e ditadura”; recusando-se a ver, diz Didi-Huberman,  alternativa “à assustadora glória do espetáculo”, entendido este último como o equivalente, nas democracias contemporâneas, ao que foi em passado recente a submissão da massa aos regimes totalitários, não resta opção se não definir negativamente o povo e o que quer que ele represente. Contra a “cor sombria, cinzenta, de uma consciência infeliz condenada a seu próprio horizonte, a sua própria clausura”, Didi-Huberman opõe a claridade fugidia, o lampejo do vaga-lume: “Devemos, portanto, nos tornar vaga-lumes e, dessa forma, formar novamente uma comunidade do desejo, uma comunidade de lampejos emitidos, de danças apesar de tudo, de pensamentos a transmitir. Dizer sim na noite atravessada de lampejos e não se contar em descrever o não da luz que nos ofusca”.

Em “Febre do rato” as personagens vivem esta contraditória e corajosa experiência: marginalizados, condenados à exceção, eles fazem da sua existência, de seu cotidiano, uma experiência de recusa e negação – o de viver uma vida nua, desprovida de sentidos e significados simbólicos e reduzida à sua natureza biológica –, que se desdobra na afirmação de uma vida que quer ser plenamente vivida. Não se trata, por isso, de um filme otimista. Mas de uma narrativa que coloca em cena a resistência, a insubmissão, a alegria e a poesia. Elementos que fazem de “Febre do rato” um filme que aborda ainda, sob uma perspectiva única, a atualidade de nosso presente: poucas vezes na nossa história recente carecemos tanto de resistências e insubmissões, de alegria e de poesia. “Febre do rato” é um filme sobre a necessidade, corajosa e incontornável, de viver. É um filme sobre o lampejo dos vaga-lumes a contrastar e desafiar a escuridão cega das muitas noites ou o brilho ofuscante da luz.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Cineclube exibe As Neves de Kilimanjaro hoje

O Cineclube Indaiatuba exibe hoje, às 19h454, o filme frances "As Neves de Kilimankaro", de Robert Guédiguian, no Multiplex Topázio do Shopping Jaraguá. O ingresso único é de R$ 5,00 e haverá bate-papo após a exibição. 
Depois de trabalhar a vida inteira no porto de Marselha, Michel (Jean-Pierre Darroussin) perde o emprego, mas continua vida feliz ao lado da mulher Marie-Claire (Ariane Ascaride, mulher e musa do diretor). Eles estão apaixonados há mais de 30 anos, seus filhos e netos lhes dão alegria e vivem cercados de amigos próximos. Ambos se orgulham de sua luta política e seus valores morais. Mas a felicidade do casal é interrompida quando dois homens armados e mascarados os amarram e atacam violentamente, roubando o dinheiro que tinham guardado para fazer uma viagem ao monte Kilimanjaro. Michel e Marie-Claire ficam ainda mais chocados quando descobrem o autor do ataque. A pesar do título, o filme não tem nada a vr com o romance de Ernest Hemmingway ou sua versão cinematográfica, com Gregory Peck e Ava Gardner. na verdade, o diretor diz ter se inspirado no poema Les Pauvres Gens, de Victor Hugo.
Confesso que não conheçoa obra de Guédiguian, mas as referencias sobre o filme são boas.
Luiz Zanin, de O Estado de S. Paulo, diz  sobre a obra: "Aqui, o cinema político não se limita a fazer denúncias, mas esmiúça, sem piedade, as contradições internas presentes no próprio pensamento da esquerda."
"Nem por isso – é bom que se diga – se torna um filme de tese. Um desses chatíssimos exemplares de ideias preconcebidas, cujos personagens são criados apenas para servir de veículo a uma demonstração exemplar. Pelo contrário, Michel, Marie-Claire e outros tipos que convivem com o casal são personagens críveis, cheios de vida, emocionantes em sua contraditória humanidade. Sempre há de se escolher um lado, ao contrário do que prega o cínico relativismo contemporâneo. Mas essa escolha não se dá sem sofrimento e contradições. Cavar um espaço possível da solidariedade nessa maré de individualismo é o desafio proposto por 'As Neves do Kilimandjaro'."
Rubens Edwald Filho também gostou. "(...)  este filme aprofunda os sentimentos, as razões, dores e perdas. Sem exageros, mas de forma realista e mesmo poética, mas com sabor de vida, de verdade."
"Aliás, todos os atores tem isso, cara de gente, habitando um universo que existe, com os altos e baixos de qualquer um de nós. É o grande mérito de um cineasta muito interessante que desta vez consegue um de seus melhores trabalhos."

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Filmes entram em cartaz mais cedo


Por causa do feriado de Corpus Christi, as estréias entram em cartaz mais cedo esta semana nos cinemas. Em Indaiatuba, serão dois lançamentos nacionais: o terceiro “Madagascar”, com o subtítulo “Os Procurados”;  e o romântico “Para Sempre”.

Eu remexo de novo
Como segunda mais bem sucedida franquia da Dreamworks Animation (a primeira, é claro, “Shrek”), era inevitável “Madagascar 3 - Os Procurados”, o primeiro da trilogia em 3D. Graças à engenhosidade dos chimpanzés e de seus parceiros, no fim de “Madagascar 2” o danificado Air Penguin estava voando novamente, levando os primatas e pinguins na direção do Cassino de Monte Carlo, aonde eles pretendem passar um feriado jogando. No começo de “Madagascar 3”, parece que eles andam se divertindo demais. Cansados de esperar pelo seu retorno, os animais deixam a África e emergem, no estilo de agentes secretos, do Mar Mediterrâneo, para a Fase Um da “Operação Extração de Pinguins”. O plano é simples: Fazer uma linha reta até o cassino, pegar os pinguins e, como Alex diz, “fazê-los nos levar de volta a Nova Iorque no Superavião movido a Macacos.” Mas não é tão fácil quanto parece.
Uma vez dentro do cassino, Alex, Melman, Marty e Gloria fazem um escândalo e antes que você perceba, se tornaram fugitivos tentando escapar de uma enlouquecida agente de controle de animais, Capitão Chantel DuBois. Chamada para capturar os animais depois de eles terem estragado a festa no Cassino de Monte Carlo, Dubois não é uma agente de controle de animais comum. Parte cão de caça e parte Cruella De Vil (com um pouco de Edith Piaf para somar), sua intenção não é apenas capturar os animais. Ela tem planos de aniquilá-los — e quando terminar, ela pretende pendurar a cabeça de Alex na sua parede de troféus já bem lotada.
Depois de uma perseguição frenética através das ruas de Monte Carlo, os animais e o resto da gangue escapam por pouco de DuBois. Seu objetivo é encontrar um lugar pra se esconder rápido ou Alex vai se tornar um ornamento de parede. Com apenas segundos sobrando, eles esbarram em um trem de um circo itinerante. Pode haver um lugar melhor pra se esconder e se mover, sem ser detectado pela Europa?
Assim como Alex é o líder dos animais, Vitaly, o tigre, é o líder no Circo Zaragosa. Ao contrário de Alex, no entanto, Vitaly é amargo, irritável e deprimido, metade do tigre que ele era antes de um acidente durante uma de suas famosas apresentações.  Também a bordo do trem estão duas outras estrelas do circo, Stefano, um leão-marinho Italiano e Gia, uma exótica Jaguar (onça-pintada) Italiana. Tendo um bom coração, Stefano quer ajudar os animais logo no início.
Assim que o trem deixa a estação, a caminho de Roma, os animais pulam a bordo e descobrem que o destino final do circo é Nova Iorque — seu sonho se tornando realidade! — isso se eles conseguirem impressionar um promotor em Londres. Mas não demora muito para que Alex, Marty, Melman e Gloria descobrirem que o Circo Zaragosa precisa de muita ajuda.
Quando se fala em circo no século XXI, é impossível evitar o Cirque Du Soleil, e é “naqueles canadenses” – que não usam animais em suas apresentações – que a trupo vai se inspirar para salvar o Zaragosa e sua passagem de ida a Nova York
Se vai repetir o sucesso dos filmes anteriores? Segundo a crítica americana, sim, já que 75% das resenhas coletadas pelo site Rotten Tomatoes  aprovaram a continuação. Em Indaiatuba, apenas a versão dublada será exibida, e nela a novidade é a participação de Marcos Frota como a voz de Stefano. O ator, como se sabe, é um adepto do picadeiro, sendo fundador da Universidade do Circo (UniCirco) e trapezista profissional.

Como se fosse a primeira vez
O cara superapaixonado faz de tudo para reconquistar a amada, que perdeu a memória e não se lembra dele. Parece “Como se fosse a primeira vez”, uma das mais bem sucedidas comédias de Adam Sandler? Na verdade, “Para sempre” é um drama, e baseado em fatos reais.
Paige e Leo, interpretados por Rachel McAdams (de “Sherlock Holmes” e “Penetras bons de bico”) e Channing Tatum (“Querido John” e “Anjos da Lei”) formam um feliz casal recém-casado cujas vidas são transformadas por um acidente de carro que deixa Paige em coma. Ao acordar com uma perda de memória severa, Paige não se lembra de Leo, mas apenas da confusa relação com seus pais, Sam Neil (do recém-cancelado seriado “Alcatraz”) e Jessica Lange (a vencedora do Oscar por “Tootsie” e “Céu AQzul” que ultimamente estava na série “American Horror Story”) e do ex-noivo (Scott Speedman, de “Anjos da Noite 1 e 2”) por quem ela talvez ainda sinta algo. Apesar destas complicações, Leo luta para conquistar seu coração novamente e reconstruir seu casamento.
O Rotten Tomatoes reuniu apenas 29% de resenhas positivas, e os poucos elogios foram para Rachel McAdams, uma atriz que parecia destinada ao estrelato após “Meninas Malvadas” e “Diário de uma Paixão” (ambos de 2004), mas que, fora participações coadjuvantes em sucessos como “Penetras bons de bico” (2005) e “Sherlock Holmes” (2009), não chegou a decolar e já está com 33 anos. Quanto a Channing Tatum, pelo menos um crítico achou que ele está “surpreendentemente expressivo”. O que já é alguma coisa, considerando a atuação dele em “G.I. Joe”. E o pior é que vai ter continuação!


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cinema em Indaiatuba


Dois filmes entram em cartaz amanhã, dia 1o, nos Multiplex Topázio de Indaiatuba. O lançamento nacional é “Branca de Neve e o Caçador”, com Charlize Theron como a Rainha Má e Kristen Stewart (foto) como a mocinha dos sete anões; e a estreia é “O Corvo”, com John Cusack intrpretando Edgard Alan Poe.

Mais uma Branca de Neve
Quando Charlize é boa, ela é ótima (e como!), mas quando ela é má, é melhor ainda!
De vez em quando, um argumento acaba sendo replicado numa mesma temporada. Foi assim com as duas adaptações de “As relações perigosas” feitas em 1988/1989 – a de Stephen Frears, “Ligações Perigosas”, muito mais famosa; e a de Milos Forman, “Valmont”, que ninguém viu -  ou as duas versões de como Truman Capote escreveu “A Sangue Frio” em 2005/2006– “Capote”, que deu o Oscar a Phillip Seymour Hoffmann; e “Confidencial”, com um Toby Jones muito mais parecido com o biografado.
Este parece ser o ano da Branca de Neve, primeiro com “Espelho, espelho meu”, que fez sucesso de bilheteria no Brasil (nos EUA foi mal, mas ao redor do mundo quase bateu 160 milhões de dólares) com Julia Roberts como a Rainha Má e a novata Lilly Collins como Branca de Neve; e agora com este “Branca de Neve e o Caçador”. O pior é que tem ainda uma série de TV (exibido no Brasil pelo canal pago Sony), “Once upon a tme”), que é melhor e mais interessante que os dois longas.
Nesta versão, o herói é o Caçador
Se a versão de Tarsen Singh caía pela comédia, este filme do desconhecido Rupert Sanders opta pela aventura épica. A vencedora do Oscar Charlize Theron faz uma Rainha Má que seduz e mata seu salvador, o rei-pai de Branca de Neve, e ao saber que um dia ela poderá superá-la em beleza, planeja matá-la, arrancar e comer seu coração como parte de um feitiço para ficar eternamente jovem e linda. Ok, você tem que acreditar que algum dia Kristen Stewart (possivelmente a atriz mais odiada e admirada de sua geração por causa da “Saga: Crepúsculo”) vai ficar mais bonita que Charlize. Muito menos melhor atriz. 
Para executar a tarefa de matar a mocinha, a vilã recruta um Caçador soturno e boa pinta – Chris Hemsworth, também conhecido como “Thor” – que vai acabar se apaixonando pela vítima. Os sete anões são interpretados por atores ingleses de prestígio, como Ian McShane (“Deadwood”, “Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas”), Bob Hoskins (“Uma Cilada para Roger Rabitt”), Ray Winstone (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e Toby Jones (“Confidencial”), modificados digitalmente. Roberto Guerra, do site Cineclick, gostou. Já Rubens Edwald Filho não conseguiu superar sua aversão por Kristen, a quem chama de “inominável”.

“Nunca mais”
John Cusack (à direita), continua em fase ruim. Saudades de "Alta Fidelidade"
“O Corvo” é uma tentativa de transformar a atormentada vida de Edgard Alan Poe num thriller policial. Sofrendo de pobreza, alcoolismo e um amor impossível, o escritor vira o principal suspeito de uma série de crimes, aparentemente inspirados em suas obras. Alguém pode ter pensado no seriado “Castle”, que estreou sua quarta temporada no Brasil na quarta-feira, mas ao contrário do milionário playboy interpretado por Nathan Fillion, Poe não chegou a fazer sucesso em vida a ponto de inspirar um serial killer. Dirigido pelo mesmo James MacTeigue de “V de Vingança”, a produção traz John Cusack em um dos seus piores momentos, a bela inglesa Alice Eve (que está em cartaz em “Homens de Preto 3”), Luke Eveans (“Imortais”) e o sempre bom Breendan Gleeson (“Tróia”, “Gangues de Nova York”).
Os contos de Edgard Alan Poe já inspiraram uma memorável série de “Terrir” estrelada por Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff e um jovem Jack Nicholson; um filme de episódios, “Histórias extraordinárias”, dirigido por Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadin;  e muitos outros. Aqui, a tênue trama policial é justificativa para citar cenas de suas histórias famosas, só para que os conhecedores da obra brinquem de identificar as referências.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nos cinemas de Indaiatuba a partir de amanhã


A semana cinematográfica que começa amanhã será dominada pela estreia de “Homens de Preto 3”, que marca o retorno da franquia 10 anos depois do último filme. Em Indaiatuba também estreiam “A Perseguição”, com Liam Neeson, e o nacional “Área Q”, uma ficção-científica kardecista nacional.


Um astro na corda bamba
Embora, já façam 10 anos do lançamento do último MIB, a franquia pemaneceu viva nessa década por conta das incessantes reprises dos dois filmes de 1997 e 2002, nas TVs abertas e pagas. A novidade será ver os gosmentos ETs e as inevitáveis explosões em 3D.
No final da década de 1960, foi construída uma prisão na Lua, para os alienígenas e bandidos mais perigosos da galáxia. Boris (Jemaine Clement) é uma criatura perigosíssima que consegue fugir e vem para a Terra, onde irá se vingar de K(Tommy Lee Jones), que além de tirar-lhe um braço, o mandou para o presídio.
Seu plano consiste em voltar no tempo e matar K um dia antes de ser preso. Quando isso acontece, e o agente desaparece do presente, a Terra é invadida por alienígenas. J (Will Smith) é a única pessoa capaz de salvar o planeta, segundo sua nova chefe, Agente O (Emma Thompson). Ele será mandado para o passado, um dia antes da morte de seu parceiro, para salvá-lo. Num primeiro momento, o K do passado (Josh Brolin) não acredita em seu parceiro do futuro, mas, como esquisitices com que está acostumado, acaba embarcando na história do colega. O elenco ainda traz Michael Stuhlbarg (do seriado “Borderwalk Empire”) como um ET capaz de prever o futuro e a bela inglesa Alice Eve (“Território Restrito”) como a jovem agente Q, David Rasche (o eterno Sledge Hammer do seriado “Na mira do tira”) como o agente X, o comediante Bill Hader (“Saturday Night Live”) como Andy Warhol e a ex-Pussycat Doll Nicole Scherzinger como a namorada de Boris.
É curioso como Will Smith andou se dedicando a esse lançamento, percorrendo o mundo inteiro no trabalho de divulgação (incluindo o Caldeirão do Huck semana passada). O astro de cinema mais bem sucedido da última década parece ter ficado escaldado com o fracasso do pretensioso “Sete Vidas”, há quatro anos, lançado na explosão da crise econômica. Tato é que sua agenda está lotada de outras sequencias como “Hancock 2”, “Eu Robo 2” e “Bad Boys 3”. Na dúvida, aposte nas continuações.

O lobo é o lobo do homem
A “Perseguição” traz Liam Neeson como Ottway, um viúvo que trabalha em um lugar isolado do mundo no Alasca e seu papel é manter os lobos afastados dos funcionários de sua empresa. Certo dia, quando retornava à cidade grande para matar a saudade da esposa (Anne Openshaw), o avião caiu e sobraram poucos passageiros. Feridos e sem alimentos, começa uma verdadeira luta contra o tempo para se manter vivo e conseguir chegar, de alguma forma, até a civilização. O que eles não contavam era que o local era dominado por um alcateia de lobos, faminta, em número maior e disposta a manter seu território. Agora, a vida de todos está em risco absoluto e Ottway conhece bem o inimigo que tem pela frente. O filme é dirigido por Joe Carnahan, de “Esquadrão Classe A” e traz como segundo nome mais conhecido do elenco p ex-galã Dermot Mulroney (“O casamento do meu melhor amigo”). Segundo Rubens Edwald Filho, bom para um filme B.

Espiritismo scifi
“Área Q” se refere a uma região que compreende as cidades de Quixadá e Quixeramobim no Ceará, e é para lá que o jornalista americano Thomas Mathews é enviado, um ano após o desaparecimento de seu filho Sua busca obsessiva o fez perder sua casa e o emprego, mas seu antigo chefe lhe dá uma missão especial no Brasil. Aqui, Mathews acaba se deparando com misteriosos casos de contatos extraterrestres. São nesses locais, conhecidos como Area Q, que o jornalista finalmente encontrará respostas não só para o desaparecimento do menino, como também para o rumo do planeta.
O filme tema participação da produtora Estaçao da Luz, responsável por “Bezerra de Meneses”, “As mães de Chico Xavier” e “O filme dos espíritos”. No entando o diretor, o brasileiro radicado em Los Angeles, Gerson Sandinitto, rejeita o rótulo de “espírtia” para seu trabalho. No papel principal está Isaiah Washington, conhecido por seu papel do cirurgião Preston Burke nas primeiras temporadas de Grey’ Anatomy (e também por ter sido demitido por suposto bullying homofóbico contra o colega de elenco, T.R. Knight). Entre os brasileiros estão Ricardo Conti, como o guia nordestino Eliosvaldo; a calipígia Tania Kalil como uma jornalista brasileira, e Murilo Rosa no papel de um camponês abduzido no início da trama e que desempenhará um importante papel posterior.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entrando em Cartaz


Tres novos filmes entram em cartaz nos Multiplex Topázio de Indaiatuba a partir de amanhã: “Plano de Fuga”, com Mel Gibson; “Sete dias com Marilyn”, que deu o Globo de Ouro para Michelle Williams; e o documentário “Raul – O Início, o Fim e o Meio”.


A Paixão de Gibson
“Plano de Fuga” é um veículo para Mel Gibson tentar voltar aos velhos e bons tempos. Pena que o tempo passou na janela e só Carolina não viu. Em baixa por conta dos escândalos envolvendo violência contra a namorada, insultos a minorias e casos de embriaguez, o nome do astro não foi o bastante para alavancar a produção, lançada diretamente em DVD nos EUA. Suprema humilhação que o coloca no patamar de – por exemplo – Jean-Claude Van Damme, cujos últimos trabalhos só foram lançados nos cinemas aqui no Brasil.
Driver (Gibson) estava tendo um dia ruim, sem perspectivas agradáveis. Ele tinha acabado de roubar milhões de dólares que lhe proporcionariam férias de verão agradáveis e tranquilas. Durante uma perseguição veloz com a Patrulha da Fronteira dos EUA e um corpo sangrando no seu banco detrás, Driver vira o carro bruscamente, bate no muro da fronteira, cai violentamente e seu corpo acaba caindo... no México. Preso pelas autoridades mexicanas, ele é enviado a uma prisão rígida, o mundo estranho e perigoso de El Pueblito. Não é um lugar fácil para um estranho como Driver sobreviver, a não ser com a ajuda de alguém que conhece as regras – uma criança de 10 anos de idade. O filme é dirigido pelo ex-assistente de direção de Apocalypto (o épico politicamente incorreto de Gibson), Adrian Grunberg,  e foi coadjuvado por Peter Stormare (“Fargo”, “Dançando no escuro”) e um grande e desconhecido elenco latino.
A história é baseada em fatos reais. Oficialmente chamada de “Centro de Readaptacion Social de la Mesa”, El Pueblito, ou “cidadezinha”, foi construída em 1956, em Tijuana, para acomodar 2.000 prisioneiros para uma experiência penitenciária nova, que deu muito errado. Permitir que as famílias dos encarcerados se unissem e permanecessem próximas a eles na prisão facilitaria a nova readaptação dos encarcerados ao mundo exterior... ou assim se imaginava. Tornou-se uma comunidade populosa com mais de 700 casas e lojas desorganizadas construídas ao redor do pátio principal da prisão. As lojas vendiam quase tudo que era necessário, e qualquer um poderia ser comprado por um determinado valor. Uma elite criminosa rica e poderosa passpu a comandar a “cidadezinha”: os Maizerones, que significa "porcos que comem milho", uma descrição adequada. Eles tinham seu próprio esquadrão de segurança pessoal com os quais governavam e controlavam a prisão, incluindo cerca de 400 guardas da prisão que transformaram o suborno em uma forma de arte. Na madrugada de 20 de agosto de 2002, mais de 2.000 unidades do Exército mexicano sitiaram El Pueblito, retirando os prisioneiros e recolocando-os nas novas instalações de El Hongo. No momento do sítio, havia cerca de 80 cidadãos americanos prisioneiros e 600 mulheres, crianças e outros familiares vivendo entre os quase 6.000 prisioneiros, muitos deles líderes do crime organizado e alguns dos criminosos mais perigosos no sistema carcerário mexicano.


O pecado mora ao lado
“Sete duas com Marilyn” foi um dos concorrentes ao Oscar deste ano e o único que ainda não havia passado em Indaiatuba. Deu a Michelle Williams um Globo de Ouro e a terceira indicação ao Oscar e para Kenneth Branagh a quinta final ao Premio da Academia de Hollywood. No início do verão de 1956, Marilyn Monroe pôs os pés no solo britânico pela primeira vez. Em lua de mel com o seu marido, o célebre dramaturgo Arthur Miller, Monroe veio à Inglaterra para rodar “O Príncipe Encantado” (The Prince And The Showgirl) – o com Sir Laurence Olivier, possivelmente o maior ator do século XX. Nesse mesmo verão, Colin Clark, de 23 anos, colocou os pés num set de cinema pela primeira vez em sua vida. Recém-graduado por Oxford, Clark aspirara ser cineasta e encontrou trabalho como um humilde auxiliar de produção de “O Príncipe Encantado” (The Prince And The Showgirl). Quarenta anos mais tarde, ele recontou suas experiências durante os seis meses de filmagem num livro de memórias em estilo diário intitulado The Prince, the Showgirl and Me.  
Mas ficou faltando uma semana no relato de Clark. Somente anos mais tarde Clark revelou por quê. Num livro de memórias posterior, intitulado My Week with Marilyn, ele recontou a verdadeira história de uma semana mágica que passou sozinho com a maior estrela do mundo: a semana que passou com Marilyn. Fazer Branagh interpretar seu ídolo Olivier parece natural, mas transformar a mirrada Michelle na glamurosa Marilyn é uma proeza. Nem da para lembrar a loira aguada que surgiu em Dawson’s Creek, ofuscada por Katie Holmes, a atual sra. Tom Cruise. Eddie Redmayne (A Outra), interpreta Colin Clarke.
O diretor Simon Curtis vem da TV, mas o elenco de apoio é de primeira: Judi Dench (“Shakespeare Apaixonado”) como dame Sybil Thorndike; Julia Ormond (“Lendas da Paixão”) como Vivien Leigh, mulher de Olivier; Dougray Scott (“Missão: Impossível 2”) como Arthur Miller; mais a ex-Hermione Granger Enma Watson, Toby Jones (“Confidencial”) e Derek Jacobi (“Gladiador”). 


Toca Raul!
“Raul – O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho (“Cazuza”), foi programado aqui na cidade para coincidir com o Maio Musical. O documentário pretende contar a história de Raul Seixas, o maior ídolo do rock brasileiro antes da explosão dos anos 80. Ele segue a linha do tempo, começando da infância em Salvador e terminando com sua morte em São Paulo. Entre o início e o fim, o meio, em que criou o primeiro fã clube de Elvis Presley do Brasil, escreveu clássicos em parceria do hoje bruxo Paulo Coelho, namorou, casou, fez vários filhos e foi sendo corroído pelas drogas, especialmente as bebidas. O filme arrola os testemunhos de 94 pessoas, percorrendo três estados americanos atrás de suas ex-esposas e indo até a Suiça para colher o testemunho de Paulo Coelho. Para os inúmeros fãs do Maluco Beleza, um programa indispensável. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Em cartaz


Dois lançamentos nacionais chegam às telas de Indaiatuba a partir de amanhã. O primeiro é a superprodução “Battleship – A batalha dos mares” e o outro é a animação “Piratas Pirados!”.


“Battleship – A batalha dos mares” é a adaptação live-action para o cinema do clássico jogo de tabuleiro “Batalha Naval”, da Hasbro. O filme coloca uma frota internacional para combater uma invasão alienígena. Os aliens, conhecidos como Regents, chegam à Terra em busca de uma fonte de energia. Os Regents possuem naves que, ao pousarem nas águas do mar, se comportam como embarcações. É quando uma delas se danifica, o que compromete sua volta para o espaço e a torna um alvo para a frota de navios dos humanos, liderados pelo comandante de um contratorpedeiro. A direção é de Peter Berg (“Hancock”, “O Reino”) e no elenco estão Taylor Kitsch (“John Carter – entre dois mundos”), Alexander Skarsgard (“True Blood”), a cantora Rihana estreando no cinema, a top model Brooklyn Decker (“Esposa de mentirinha”), Tadanobu Asano (“Thor”) e Liam Neeson.


Em “Piratas Pirados!”, o barbado Capitão Pirata – um entusiasta sem limites e o - ainda que não tão bem-sucedido – terror dos sete mares. Com uma tripulação de segunda à seu lado, e aparentemente cego a todas as probabilidades impossíveis que os cercam, o Capitão tem um sonho: derrotar seus rivais Black Bellamy e Cutlass Liz e levar o cobiçado prêmio de Pirata do Ano. É uma busca que leva nossos heróis através das praias da exótica Ilha Sangrenta até as enevoadas ruas da Londres Vitoriana. Ao longo do caminho eles lutam com uma rainha diabólica, e se aliam a um jovem, apaixonado e desafortunado cientista. É um produção da Aardman, responsável pelos ótimos “A Fuga das galinhas” e “Walace & Gromit A batalha dos vegetais” 

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que ver nos cinemas (de Indaiatuba, ao menos)

Estamos bem servidos de opções nas nove salas dos cinemas de Indaiatuba, nos shoppings Jaraguá e Polo. Os tres premiados no Oscar deste ano restantes em cartaz - O Artista, A Dama de Ferro e A Invenção de Hugo Cabret - são muito bons e devem ser conferidos. Sobre os vencedores deste ano, tci algumas considerações mais demoradas no meu outro blogo Conversa de Botequim On Line.
Entre os demais, destaco John Carter: entre dois mundos, que foi mal recebido pela crítica e teve bilheterias decepcionantes nos EUA. Não entendi por que. É uma ótima aventura, com a direção do mesmo Andrew Stanton de Procurando Nemo e Wall-E e um elenco convincente. A má impressão talvez venha dos trailers, em que o protagonista Taylor Kitsch - o Gambit de X-Men Origens: Wolverine - parece muito canastrão. Não está, principalmente em comparação com coisas como Channing Tatum (G.I. Joe: a Origem do Cobra) e Ryan Reynolds ( bom comediante, mas péssimo action hero em Lanterna Verde). Da princesa Lynn Collins eu só me lembrava de sua Silverfox no mesmo voo solo do Wolverine, mas revendo seu currículo lá está ela como Portia na versão de O Mercador de Veneza estrelada por Al Pacino. Não me lembrei talvez porque ela estava loira naquela versão da peça de Shakespeare, mas ela estava ótima num dos melhores papéis femininos escrita pelo Bardo. O vilão é o habitual Marc Strong (Sherlock Holmes, Robn Hood, Lanterna Verde), ajudado por Dominic West, o corrupto de 300. A dupla Julio Cesar e Marco Antonio de Roma - Ciáran Hinds e James Purefoy - se reencontra em situação de comandante e comandado, enquanto Willem Dafoe (Homem-Aranha), Samantha Morton (Minority Report), Thomas Hayden Church (Homem-Aranha 3) e Polly Walker (Roma) dão movimentos e vozes aos seus personagens Thark, seres com dois metros e meio e quatro braços.
Classificar John Carter como ficção-científica talvez seja um erro: está mais para uma fantasia como Senhor dos Anéis ou Cronicas de Nárnia.  Mas o problema talvez esteja em não se definir entre os generos adulto-juvenis (os modelitos da Lynn Collins devem provocar cara-feia entre os educadores ne Winsconsin) e infanto-juvenil que é a praia do diretor até hoje. Mas vale a pena assistir e curtir descompromissadamente. Só é pena que dificilmente vai virar franquia.
Outro filme a ser conferido é A Mulher de Preto, primeiro filme de Daniel "Harry Potter" Radcliffe após o fim da saga do bruxo de Hogwarts. É um terror gótico clássico, amplificando o clima sombrio e mórbido com os recursos do cinema moderno. Radcliffe está bem como o jovem viúvo em eterno luto pela morte da mãe de seu filho de quatro anos. As passagens na aldeia provinciana preparam para o verdadeiro horror que se encontra na mansão isolada do mundo a cada maré alta. É de arrepiar os cabelos da nuca. Pena que o final seja assim, assim, mas vale pelo recheio.