Tres novos filmes entram em cartaz nos Multiplex Topázio de Indaiatuba a partir de
amanhã: “Plano de Fuga”, com Mel Gibson; “Sete dias com Marilyn”, que deu o
Globo de Ouro para Michelle Williams; e o documentário “Raul – O Início, o Fim
e o Meio”.
A Paixão de Gibson
“Plano de Fuga” é um veículo para Mel Gibson tentar voltar
aos velhos e bons tempos. Pena que o tempo passou na janela e só Carolina não
viu. Em baixa por conta dos escândalos envolvendo violência contra a namorada,
insultos a minorias e casos de embriaguez, o nome do astro não foi o bastante
para alavancar a produção, lançada diretamente em DVD nos EUA. Suprema
humilhação que o coloca no patamar de – por exemplo – Jean-Claude Van Damme,
cujos últimos trabalhos só foram lançados nos cinemas aqui no Brasil.
Driver (Gibson)
estava tendo um dia ruim, sem perspectivas agradáveis. Ele tinha acabado de
roubar milhões de dólares que lhe proporcionariam férias de verão agradáveis e
tranquilas. Durante uma perseguição veloz com a Patrulha da Fronteira dos EUA e
um corpo sangrando no seu banco detrás, Driver vira o carro bruscamente, bate
no muro da fronteira, cai violentamente e seu corpo acaba caindo... no México.
Preso pelas autoridades mexicanas, ele é enviado a uma prisão rígida, o mundo
estranho e perigoso de El Pueblito. Não é um lugar fácil para um estranho como
Driver sobreviver, a não ser com a ajuda de alguém que conhece as regras – uma
criança de 10 anos de idade. O filme é dirigido pelo ex-assistente de direção
de Apocalypto (o épico politicamente incorreto de Gibson), Adrian Grunberg, e foi coadjuvado por Peter Stormare (“Fargo”, “Dançando
no escuro”) e um grande e desconhecido elenco latino.
A história é baseada em fatos reais. Oficialmente
chamada de “Centro de Readaptacion Social de la Mesa”, El Pueblito, ou “cidadezinha”,
foi construída em 1956, em Tijuana, para acomodar 2.000 prisioneiros para uma
experiência penitenciária nova, que deu muito errado. Permitir que as famílias
dos encarcerados se unissem e permanecessem próximas a eles na prisão
facilitaria a nova readaptação dos encarcerados ao mundo exterior... ou assim
se imaginava. Tornou-se uma
comunidade populosa com mais de 700 casas e lojas desorganizadas construídas ao
redor do pátio principal da prisão. As lojas vendiam quase tudo que era
necessário, e qualquer um poderia ser comprado por um determinado valor. Uma
elite criminosa rica e poderosa passpu a comandar a “cidadezinha”: os Maizerones, que significa "porcos que comem milho", uma descrição
adequada. Eles tinham seu próprio esquadrão de segurança pessoal com os quais
governavam e controlavam a prisão, incluindo cerca de 400 guardas da prisão que
transformaram o suborno em uma forma de arte. Na madrugada de 20 de agosto de
2002, mais de 2.000 unidades do Exército mexicano sitiaram El Pueblito, retirando os prisioneiros e
recolocando-os nas novas instalações de El
Hongo. No momento do sítio, havia
cerca de 80 cidadãos americanos prisioneiros e 600 mulheres, crianças e outros familiares
vivendo entre os quase 6.000 prisioneiros, muitos deles líderes do crime
organizado e alguns dos criminosos mais perigosos no sistema carcerário
mexicano.
O
pecado mora ao lado
“Sete
duas com Marilyn” foi um dos concorrentes ao Oscar deste ano e o único que
ainda não havia passado em Indaiatuba. Deu a Michelle Williams um Globo de Ouro
e a terceira indicação ao Oscar e para Kenneth Branagh a quinta final ao Premio
da Academia de Hollywood. No
início do verão de 1956, Marilyn Monroe pôs os pés no solo britânico pela
primeira vez. Em lua de mel com o seu marido, o célebre dramaturgo Arthur
Miller, Monroe veio à Inglaterra para rodar “O Príncipe Encantado” (The
Prince And The Showgirl) – o com Sir Laurence Olivier, possivelmente o
maior ator do século XX. Nesse
mesmo verão, Colin Clark, de 23 anos, colocou os pés num set de cinema pela primeira
vez em sua vida. Recém-graduado por Oxford, Clark aspirara ser cineasta e encontrou
trabalho como um humilde auxiliar de produção de “O Príncipe Encantado” (The
Prince And The Showgirl). Quarenta
anos mais tarde, ele recontou suas experiências durante os seis meses de
filmagem num livro de memórias em estilo diário intitulado The Prince, the Showgirl and Me.
Mas ficou faltando
uma semana no relato de Clark. Somente anos mais tarde Clark revelou por quê.
Num livro de memórias posterior, intitulado My
Week with Marilyn, ele recontou a verdadeira história de uma
semana mágica que passou sozinho com a maior estrela do mundo: a semana que
passou com Marilyn. Fazer Branagh interpretar seu ídolo Olivier parece natural, mas transformar a mirrada Michelle na glamurosa Marilyn é uma proeza. Nem da para lembrar a loira aguada que surgiu em Dawson’s Creek, ofuscada por Katie Holmes, a atual sra. Tom Cruise. Eddie Redmayne (A Outra), interpreta Colin Clarke.
O diretor Simon
Curtis vem da TV, mas o elenco de apoio é de primeira: Judi Dench (“Shakespeare
Apaixonado”) como dame Sybil Thorndike; Julia Ormond (“Lendas da Paixão”) como
Vivien Leigh, mulher de Olivier; Dougray Scott (“Missão: Impossível 2”) como
Arthur Miller; mais a ex-Hermione Granger Enma Watson, Toby Jones (“Confidencial”)
e Derek Jacobi (“Gladiador”).
Toca Raul!
“Raul – O Início, o
Fim e o Meio”, de Walter Carvalho (“Cazuza”), foi programado aqui na cidade
para coincidir com o Maio Musical. O documentário pretende contar a história de
Raul Seixas, o maior ídolo do rock brasileiro antes da explosão dos anos 80.
Ele segue a linha do tempo, começando da infância em Salvador e terminando com
sua morte em São Paulo. Entre o início e o fim, o meio, em que criou o primeiro
fã clube de Elvis Presley do Brasil, escreveu clássicos em parceria do hoje
bruxo Paulo Coelho, namorou, casou, fez vários filhos e foi sendo corroído
pelas drogas, especialmente as bebidas. O filme arrola os testemunhos de 94
pessoas, percorrendo três estados americanos atrás de suas ex-esposas e indo
até a Suiça para colher o testemunho de Paulo Coelho. Para os inúmeros fãs do
Maluco Beleza, um programa indispensável.






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