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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Estreias no cinema: "O Grande Gatsby" e "Depois da Terra"

Os Multiplex Topázio de Indaiatuba tem duas estreias interessantes: "O Grande Gatsby", de Barz Luhrmann, e "Depois da Terra", de M. Night Shyamalan. Ah, tem também "Odeio o Dia dos Namorados", com Heloise Perissée emulando Nia Vardalos, but who cares?

Leonardo di Caprio, Carrey Mulligan e o desconhecido Joel Edgerton em
"O Grande Gatsby"
"O Grande Gatsby" parece seguir a maldição de F. Scott Fitzgerald no cinema: nenhuma adaptação de romance seu deu certo na telona, da mesma forma como nenhum dos roteiros que escreveu, em seus dias finais em Hollywood, rendeu alguma coisa. Esta é a quarta tentativa de filmar o romance mais famoso do escritor - a primeira com Fitzgerald ainda vivo, em 1926, com Warner Baxter ("Rua 42") como Gatsby; a segunda em 1948, com o astro Alan Ladd ("Os Brutos também amam") no papel principal; o terceiro, em 1974, com Robert Redford em seu auge e, agora, estrelando Leonardo Di Caprio. Aliás, o astro de "Ilha do medo" encabeça um elenco de respeito: Tobey Maguire (o "Homem-Aranha") como o narrrador Nick Carraway (alter ego do próprio escritor), Carrey Mulligan no papel de Dausy, obsessão do protagonista, vivida por Carrey Mulligan ("Educação), e Isla Fisher ("Os Delírios de consumo de Becky Bloom") no papel de Myrtle Wilson.

Só vi a versão de 1974, uma superprodução que tinha, além de Redford (lendo o romance, ele é a cara de Gatsby), Mia Farrow como Daisy, Sam Waterston ("Law and Order") como Carraway, Bruce Dern ("Amargo Regesso") como Tom Buchanan e a futura Bond Girl de "007 e o Foguete da Morte, Lois Chiles, como Jordan Baker. A conseqüencias mais importantes desse fracasso retumbante - será que é tão ruim quanto achei na época? -  foi ter praticamente encerrado a carreira do ótimo Jack Clayton, de "Os Inocentes", e por mostrar ao mundo que o prestígio que Mia desfrutava então era em demasia. Tanto é que ela só voltaria a se levantar em sua associação de cama e câmera com Woody Allen, mas mesmo assim, nunca chegou ao Oscar, que seu ex-marido até hoje é pródigo em conseguir para seus atores.

Na história, Nick Carraway é primo de Daisy e vizinho de Gatsby, de quem se torna amigo e acaba descobrindo a estranha obsessão dele por sua parente, com quem teve um affair anos antes. As magníficas festas que dá em sua casa são formas de chamar a atenção da moça, agora casada, até que, por intermédio de Nick, os dois se reencontram e revivem brevemente o romance do passado.

Tudo o que li sobre esta versão de Luhrmann me leva a acreditar em desastre. A sutileza da narrativa de Fitzgerald não tem muito a ver com os excessos do australiano, mesmo elvando em conta que boa parte da história acontece em festas monumentais da "Era do Jazz", que o diretor tenta atualizar com o "hip-hop". O deu certo em "Romeu + Julieta", pensado por Shakespeare como entretenimento para as massas, não vai dar certo para o retrato do lado negro do Sonho Americano elaborado por Fitzgerald, que é, por sinal, um dos escritores americanos mais superestimados.

Nepotismo em Hollywood: depois falam do Brasil...

Pai e filho lavam a roupa ao custo de 130 milhões de dólares
Alguém já disse que "Depois da Terra" é o maior caso de nepotismo no cinema desde "O Podersoso Chefão 3", quando Francis Ford Coppolla escalou sua filha Sophia no lugar de Winona Rider, que tinha caído fora da produção (mais uma entre tantas escolhas erradas da atriz em sua carreira e vida). É pior: esta ficção-científica de 130 milhões de dólares foi pensada para ser estrelada por Will Smith e seu filho Jaden, sete anos depois da bem-sucedida parceria em "À procura da felicidade". Não fosse Will - até 2008, o astro mais bem sucedido da indústria do cinema - dificilmente M. Night Shyamalan conseguiria mais um orçamento milionário para dirigir. Depois da decepcionante arrecadação de "Depois da Terra", seu próximo projeto anunciado é uma série para a TV, melancólico destino para quem era proclamado o novo Midas de Hollywood.

Num futuro distante, a Terra se torna inabitável e seus habitantes se mudam para outros planetas. Só que nessa colonização, encontram alienígenas hostis, que desenvolvem um animal especialmente para caçar humanos. O herói de guerra Cypher Raige e seu filho Kitai, que acabou de ser reprovado nos exames físicos para o serviço militar, sofrem um acidente com sua nave e caem na Terra, agora habitada por predadores. Com o pai incapacitado, caberá a Kitai sair pela selva hostil em busca de socorro.




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As estreias da semana em Indaiatuba


Dois filmes chegam esta semana aos Multiplex Topázio de Indaiatuba, além das sessões especiais para o Setembro em Dança. Sylvester Stallone retorna com sua gangue de velhos action heroes em “Os Mercenários 2” e a elogiada cinebiografia “Violeta foi para o céu” também entra em cartaz.

Stallone já filmou com Woody Allen e Chuck Norris com Bruce Lee
Filme de macho 2
Depois do sucesso de sua primeira reunião de veteranos dos filmes de porrada, a continuação de “Os Mercenários” era inevitável. E desta vez, há o acréscimo de Jean-Claude Van Damme, que havia se recusado a participar da primeira empreitada (talvez por isso ele tenha ganhado o papel de vilão), e – ninguém mais, ninguém menos – que Chuck Norris. A crítica considerou esta sequencia melhor que o original, e quem espera muitos tiroteios com munição inesgotável, heróis a prova de balas, perseguições e explosões, ganha de bônus diversas piadas auot-referentes. Não podendo faltar, é claro, as Chuck Norris Facts.
Desta vez, Stallone deixou a direção a cargo de Simon West, que fez “Con Air” e “Lara Croft: Tomb Raider” no início da carreira, mas que andava em baixa ultimamente. Além dos citados o elenco traz de volta o dream team dos filmes de macho dos anos 90: Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jet Li, Dolph Lundgreen, mais o jovem (perto deles) Jason Statham, a lenda do MMA, Randy Couture  e a promessa Liam Hemsworth, de “Jogos Vorazes”.

No Brasil, Violeta Parra é mais conhecida por causa da canção "Volver a los 17",
gravada por Mercedes Sosa e Milton Nascimento
Volver a los 17
“Violeta foi para o Céu” O filme conta a trajetória da compositora, artista e cantora chilena Violeta Parra. Esta biografia não segue uma linha cronológica, focando-se em diversos momentos da vida de Violeta, como sua infância na província de Ñuble, sua viagem pelo interior do Chile, as visitas à França e à Polônia, além do romance que ela teve com o suíço Gilbert Favre. O filme é inteiramente intercalado com trechos de uma entrevista que Violeta Parra deu à televisão em 1962.  A direção é de Andrés Wood (“Machuca”) e a atriz Francisca Gavián vive a protagonista.

Setembro em dança no cinema
“O Último dançarino de Mao” tem duas sessões especiais, no Polo e Jaraguá, como parte da programação de filme do Setembro em Dança, da Secretaria Municipal da Cultura. Durante a Revolução Cultural Chinesa deflagrada por Mao Tsé Tung, Lin Cunxin (Wen Bing Huang/Chengwu Guo/Chi Cao), de 11 anos, é escolhido para deixar sua família de camponeses e estudar balé em Pequim. Em 1979, durante uma visita ao Texas, nos Estados Unidos, ele se apaixona por uma mulher local. O governo chins exige seu retorno, mas ele luta para ficar. Dois anos depois, ele se torna o principal dançarino do Houston Ballet e também o principal artista do Australian Ballet. A direção é de Bruce Beresford (“Conduzindo Miss Daisy”) e no elenco estão ainda Bruce Greenswood (“Star Trek”) e Joan Chen (“O último Imperador”). 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tres filmes estreiam esta semana em Indaiatuba


Três filmes entram em cartaz esta semana em Indaiatuba: o remake de “O Vingador do Futuro”, a comédia romântica “Um Divã para Dois” e a animação “Outback – Uma Galera Animal. Além, é claro, do Festival Varilux deCinema Frances.
A falta de imaginação atual em Hollywood vem provocando um tsunami de remakes inúteis, entre os quais, este “O Vingador do Futuro”, com Colin Farrell no papel que foi de Arnold Schwarzenegger; Kate Beckinsale como a esposa de duas caras feito originalmente por Sharon Stone; Jessica Biel fazendo o interesse romântico do protagonista (Rachel Ticotin no primeiro filme) e Bryan Cranston (do seriado “Breaking Bad”) como Cohagen, vilão vivido por Ronny Cox na versão de 1990.
Com exceção de Farrell no lugar de Arnold – que na época estava no auge da forma e da carreira – o elenco é melhor nesta refilmagem (vá lá que a atuação de Sharon acabou lhe valendo mais adiante o papel de sua vida, Catherine Tramell de “Institnto Selvagem”). Mas Len Wiseman, que deve à franquia “Anjos da Noite” a fama e a mulher Kate Beckinsale, não é Paul Verhoeven, que vinha de “Robocop” e logo em seguida chegaria ao ápice da carreira em “Instinto Selvagem”. O diretor desta nova produção é um gerente competente que consegue manter a atenção das plateias atuais com muita ação em alta velocidade, enquanto o holandês é um cineasta capaz de introduzir questões inquietantes e subtextos perversos mesmo em superproduções hollywoodianas. Acabou caindo quando seu sarcasmo foi interpretado de forma literal pelos americanos nos incompreendidos “Tropas Estelares” e “Showgirl”. Sua carreira nunca mais se recuperou depois desses fracassos e público e, principalmente, crítica. Mas deixou para a posteridade obras como as supracitadas e “O Quarto Homem”, exibido no Brasil somente na Mostra Internacional de Cinema.
“Um Divã para Dois” é mais um veículo para o talento e versatilidade de Meryl Streep, dirigida por David Frankel, que a conduziu no seu papel mais icônico dos últimos anos, “O Diabo veste Prada”. Ela interpreta a dona de casa Kay, que há 31 anos vive uma vida rotineira com o marido Arnold, vivido por Tommy Lee Jones, e decide dar uma virada no cotidiano. Pegas as economias e programa uma viagem até uma cidadezinha para fazer terapia de casal com o renomado Dr. Feld, vivido por Steve Carrel. O mairod reluta a princípio, mas o medo de perder a companheira o leva a se submeter às sessões e aos exercícios recomendados pelo terapeuta. Obviamente, o grande atrativo do filme é a chance de ver a grande atriz americana em atividade em ação, acompanhada pelos ótimo Jones e Carrell, este o grande comediante da atualidade.
Com o titulo de “Outback – Uma Galera Animal” sugere, a ação se passa na Austrália (outback, além da rede de restaurantes, é também o grande deserto que cobre a maior parte do país). Uma comunidade de animais descobre um novo herói: Johnny, um coala albino, que sempre tinha sido excluído do grupo. Durante uma emocionante viagem pelo deserto australiano, o corajoso coala surpreende a todos, ajudando os outros animais e liderando o grupo na luta contra Bog, um crocodilo malvado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Estreias nos cinemas de Indaiatuba

Woody Allen dirigindo cena na Cidade Eterna
Após o êxtase de "Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge" na semana passada, qualquer outra coisa que vem depois soa anticlimático. Mas os Topázio de Indaiatuba trazem novas opções variadas para esta semana, com destaque para a nova comédia européia de Woody Allen, "Para Roma com Amor". 

O conhecido arquiteto John (Alec Baldwin, que se descobriu comediante em "30 Rock")) está de férias em Roma, onde ele viveu em sua juventude. Andando no seu antigo bairro ele encontra Jack (Jesse Eisenberg, de "A Rede Social"), um jovem não muito diferente de si mesmo. Como ele observa Jack se apaixonar por Monica (Ellen Page, de "Juno" e "A Origem") John revive um dos episódios mais romanticamente dolorosos de sua vida.
No mesmo momento, o aposentado diretor de ópera Jerry (Woody Allen) voa para Roma com sua esposa Phyllis (Judy Davis, que já fez com Allen o demolidor "Maridos e Esposas"), para encontrar a filha (Alison Pill, que foi Zelda Fitzgerald em "Meia-Noite em Paris") que acaba de ficar noiva de um italiano, Michelangelo (Flavio Parenti). Jerry fica espantado ao ouvir o pai de Michelangelo, Giancarlo (renomado tenor Fabio Armiliato) cantar enquanto se ensaboa no chuveiro. Convencido de que o talento de Giancarlo não pode ser mantido oculto, Jerry embriaga-se com a oportunidade de promover Giancarlo e rejuvenescer sua carreira.
Leopoldo Pisanello (Roberto Benigni) por outro lado é um cara extremamente chato (como não concordar?), que acorda uma manhã e encontra-se um dos homens mais famosos na Itália com muitas perguntas sem resposta. Logo os paparazzi perseguem cada movimento seu e até a rotina mais simples vira um grande acontecimento.Como Leopoldo percebe as seduções de ser o centro das atenções, ele gradualmente percebe o custo da fama.
Enquanto isso, Antonio (Alessandro Tiberi) chega de províncias próximas à Roma na esperança de impressionar seus parentes ricos com sua nova esposa Milly (Alessandra Mastronardi) para que ele possa obter um trabalho na grande cidade. Através de mal-entendido e cômico acontecimento o jovem casal se desencontra e Antonio acaba apresentando uma estranha como sua esposa (Penélope Cruz), enquanto Milly é envolvida pelo lendário astro de cinema italiano Luca Salta (Antonio Albanese).
Sempre trabalhando com orçamento apertado, Allen nunca tem dificuldades em trazer para o elenco nomes consagrados ou em ascensão, graças ao seu prestígio. Penelope Cruz, pelo menos, deve a ele o Oscar que seu amigo e descobridor Pedro Almodóvar não conseguiu lhe dar ("Volver" foi principalmente um veículo para a diva espanhola). A crítica se dividiu, especialmente por causa das altas expectativas criadas por "Meia-Noite em Paris", mas não é possível ser sempre ótimo, ainda mais no ritmo de trabalho do nova-iorquino, que há 30 anos roda um filme por ano. E desde a sua ressurreição em "Match Point", em 2005, nenhum deles ruim. 


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Rodrigo Santoro faz par romantico com J-Lo. Tá mal ele? 
Para o público feminino, a atração é "O que esperar quando você está esperando", baseado no best-seller de Heidi Murkoff, praticamente um guia para grávidas. É um filme de episódios com um elenco estelar, mas que não cumpriu as expectativas de bilheteria, especialmente se comparado ás vendas do livro original, que não sai das lista dos mais vendidos nos EUA.
Extasiados com a ideia de começar uma família, a guru de ginástica da TV, Jules (Cameron Diaz) e o célebre dançarino Evan (Mathew Morrison, de “Glee”), descobrem que suas vidas de celebridade não têm nenhuma chance contra os desafios e exigências de uma gravidez. A advogada e autora, louca por bebês, Wendy (Elizabeth Bank, de “Pagando bem, que mal tem?”) tem uma amostra dos seus próprios conselhos de militante da maternidade, quando os hormônios da gravidez atacam seu corpo; enquanto o marido de Wendy, Gary (Ben Falcone), luta para não perder a disputa com o competitivo ―alfa-pai‖ Skyler, que vai ser pai de gêmeos com sua esposa muito mais jovem. A fotógrafa Holly (Jennifer Lopez) está preparada para viajar pelo mundo inteiro para adotar uma criança, mas seu marido Alex (o brazuda Rodrigo Santoro)  não está muito seguro e tenta acalmar seu pânico frequentando um grupo de apoio para homens, em que pais recentes contam como é realmente a experiência. E os chefs rivais de caminhões de comida (food truck chefs) Rosie (Anna Kendrick, de “Amor sem escalas”) e Marco (Chance Crawford, de “Gossip Girl”) são surpreendidos por um dilema, após terem ficado: o que fazer quando seu primeiro bebê vem antes do seu primeiro encontro?
A direção é de Kirk Jons, de "Nanny McPhe - A Babá Encantada".


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Fantoches de mão tentam seduzir crianças da era Pixar
O nacional "31 minutos" é a opção para as crianças que já viram "Valente" e "A Era do Gelo 4". Usa a velha técnica de fantoches de mão, um anacronismo em tempos de animação digital 3D, mas que pode encantar as crianças mais novas. Juanín (voz de Daniel de Oliveira) é o produtor do famoso noticiário de TV 31 Minutos, e o último de sua espécie. Mal sabe ele que sua raridade desperta o interesse de Cachirula  (dublada por Mariana Ximenes), uma malvada colecionadora de animais em extinção que precisa dele para completar sua exótica coleção. Com a ajuda de Tio Careca, ela inicia uma caçada pelo último membro dos juanines... Vítima de um plano malévolo, Juanín é raptado e levado até o fantástico castelo de Cachirula, onde ela mantém prisioneiros todos os animais de sua coleção. A atrapalhada equipe do programa 31 Minutos iniciará uma busca alucinada pelo seu amigo e companheiro de trabalho, sem saber que precisarão enfrentar um verdadeiro exército para resgatar Juanín. 
Na verdade, trata-se de uma co-produção com Chile e Espanha, sendo que a dupla de diretores, Alvaro Diaz e Pedro Peirano, é gringa.


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Finalmente, temos mais um documentário musical, "Katy Perry - Part of Me 3D". A californiana Katheryn Elizabeth Hudson é uma das popstars mais interessantes da atualidade. Sabe como ninguém lidar com o público, faz músicas divertidas, cria avatares em redes sociais e é sexy sem ser necessariamente vadia. O filme conta sua trajetória profissional e pessoal - incluindo o fim do casamento com o comediante Russel Brand - culminando com a turnê mundial Teenage Dream, que teve no Brasil seu maior público. É para fãs, sem dúvida, mas que cair de gaiato (arrastado por alguma namorada), pode sair sem maiores sequelas, a não ser passar o resto do dia com algumas músicas-chiclete no ouvido.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Filmes entram em cartaz mais cedo


Por causa do feriado de Corpus Christi, as estréias entram em cartaz mais cedo esta semana nos cinemas. Em Indaiatuba, serão dois lançamentos nacionais: o terceiro “Madagascar”, com o subtítulo “Os Procurados”;  e o romântico “Para Sempre”.

Eu remexo de novo
Como segunda mais bem sucedida franquia da Dreamworks Animation (a primeira, é claro, “Shrek”), era inevitável “Madagascar 3 - Os Procurados”, o primeiro da trilogia em 3D. Graças à engenhosidade dos chimpanzés e de seus parceiros, no fim de “Madagascar 2” o danificado Air Penguin estava voando novamente, levando os primatas e pinguins na direção do Cassino de Monte Carlo, aonde eles pretendem passar um feriado jogando. No começo de “Madagascar 3”, parece que eles andam se divertindo demais. Cansados de esperar pelo seu retorno, os animais deixam a África e emergem, no estilo de agentes secretos, do Mar Mediterrâneo, para a Fase Um da “Operação Extração de Pinguins”. O plano é simples: Fazer uma linha reta até o cassino, pegar os pinguins e, como Alex diz, “fazê-los nos levar de volta a Nova Iorque no Superavião movido a Macacos.” Mas não é tão fácil quanto parece.
Uma vez dentro do cassino, Alex, Melman, Marty e Gloria fazem um escândalo e antes que você perceba, se tornaram fugitivos tentando escapar de uma enlouquecida agente de controle de animais, Capitão Chantel DuBois. Chamada para capturar os animais depois de eles terem estragado a festa no Cassino de Monte Carlo, Dubois não é uma agente de controle de animais comum. Parte cão de caça e parte Cruella De Vil (com um pouco de Edith Piaf para somar), sua intenção não é apenas capturar os animais. Ela tem planos de aniquilá-los — e quando terminar, ela pretende pendurar a cabeça de Alex na sua parede de troféus já bem lotada.
Depois de uma perseguição frenética através das ruas de Monte Carlo, os animais e o resto da gangue escapam por pouco de DuBois. Seu objetivo é encontrar um lugar pra se esconder rápido ou Alex vai se tornar um ornamento de parede. Com apenas segundos sobrando, eles esbarram em um trem de um circo itinerante. Pode haver um lugar melhor pra se esconder e se mover, sem ser detectado pela Europa?
Assim como Alex é o líder dos animais, Vitaly, o tigre, é o líder no Circo Zaragosa. Ao contrário de Alex, no entanto, Vitaly é amargo, irritável e deprimido, metade do tigre que ele era antes de um acidente durante uma de suas famosas apresentações.  Também a bordo do trem estão duas outras estrelas do circo, Stefano, um leão-marinho Italiano e Gia, uma exótica Jaguar (onça-pintada) Italiana. Tendo um bom coração, Stefano quer ajudar os animais logo no início.
Assim que o trem deixa a estação, a caminho de Roma, os animais pulam a bordo e descobrem que o destino final do circo é Nova Iorque — seu sonho se tornando realidade! — isso se eles conseguirem impressionar um promotor em Londres. Mas não demora muito para que Alex, Marty, Melman e Gloria descobrirem que o Circo Zaragosa precisa de muita ajuda.
Quando se fala em circo no século XXI, é impossível evitar o Cirque Du Soleil, e é “naqueles canadenses” – que não usam animais em suas apresentações – que a trupo vai se inspirar para salvar o Zaragosa e sua passagem de ida a Nova York
Se vai repetir o sucesso dos filmes anteriores? Segundo a crítica americana, sim, já que 75% das resenhas coletadas pelo site Rotten Tomatoes  aprovaram a continuação. Em Indaiatuba, apenas a versão dublada será exibida, e nela a novidade é a participação de Marcos Frota como a voz de Stefano. O ator, como se sabe, é um adepto do picadeiro, sendo fundador da Universidade do Circo (UniCirco) e trapezista profissional.

Como se fosse a primeira vez
O cara superapaixonado faz de tudo para reconquistar a amada, que perdeu a memória e não se lembra dele. Parece “Como se fosse a primeira vez”, uma das mais bem sucedidas comédias de Adam Sandler? Na verdade, “Para sempre” é um drama, e baseado em fatos reais.
Paige e Leo, interpretados por Rachel McAdams (de “Sherlock Holmes” e “Penetras bons de bico”) e Channing Tatum (“Querido John” e “Anjos da Lei”) formam um feliz casal recém-casado cujas vidas são transformadas por um acidente de carro que deixa Paige em coma. Ao acordar com uma perda de memória severa, Paige não se lembra de Leo, mas apenas da confusa relação com seus pais, Sam Neil (do recém-cancelado seriado “Alcatraz”) e Jessica Lange (a vencedora do Oscar por “Tootsie” e “Céu AQzul” que ultimamente estava na série “American Horror Story”) e do ex-noivo (Scott Speedman, de “Anjos da Noite 1 e 2”) por quem ela talvez ainda sinta algo. Apesar destas complicações, Leo luta para conquistar seu coração novamente e reconstruir seu casamento.
O Rotten Tomatoes reuniu apenas 29% de resenhas positivas, e os poucos elogios foram para Rachel McAdams, uma atriz que parecia destinada ao estrelato após “Meninas Malvadas” e “Diário de uma Paixão” (ambos de 2004), mas que, fora participações coadjuvantes em sucessos como “Penetras bons de bico” (2005) e “Sherlock Holmes” (2009), não chegou a decolar e já está com 33 anos. Quanto a Channing Tatum, pelo menos um crítico achou que ele está “surpreendentemente expressivo”. O que já é alguma coisa, considerando a atuação dele em “G.I. Joe”. E o pior é que vai ter continuação!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nos cinemas de Indaiatuba a partir de amanhã


A semana cinematográfica que começa amanhã será dominada pela estreia de “Homens de Preto 3”, que marca o retorno da franquia 10 anos depois do último filme. Em Indaiatuba também estreiam “A Perseguição”, com Liam Neeson, e o nacional “Área Q”, uma ficção-científica kardecista nacional.


Um astro na corda bamba
Embora, já façam 10 anos do lançamento do último MIB, a franquia pemaneceu viva nessa década por conta das incessantes reprises dos dois filmes de 1997 e 2002, nas TVs abertas e pagas. A novidade será ver os gosmentos ETs e as inevitáveis explosões em 3D.
No final da década de 1960, foi construída uma prisão na Lua, para os alienígenas e bandidos mais perigosos da galáxia. Boris (Jemaine Clement) é uma criatura perigosíssima que consegue fugir e vem para a Terra, onde irá se vingar de K(Tommy Lee Jones), que além de tirar-lhe um braço, o mandou para o presídio.
Seu plano consiste em voltar no tempo e matar K um dia antes de ser preso. Quando isso acontece, e o agente desaparece do presente, a Terra é invadida por alienígenas. J (Will Smith) é a única pessoa capaz de salvar o planeta, segundo sua nova chefe, Agente O (Emma Thompson). Ele será mandado para o passado, um dia antes da morte de seu parceiro, para salvá-lo. Num primeiro momento, o K do passado (Josh Brolin) não acredita em seu parceiro do futuro, mas, como esquisitices com que está acostumado, acaba embarcando na história do colega. O elenco ainda traz Michael Stuhlbarg (do seriado “Borderwalk Empire”) como um ET capaz de prever o futuro e a bela inglesa Alice Eve (“Território Restrito”) como a jovem agente Q, David Rasche (o eterno Sledge Hammer do seriado “Na mira do tira”) como o agente X, o comediante Bill Hader (“Saturday Night Live”) como Andy Warhol e a ex-Pussycat Doll Nicole Scherzinger como a namorada de Boris.
É curioso como Will Smith andou se dedicando a esse lançamento, percorrendo o mundo inteiro no trabalho de divulgação (incluindo o Caldeirão do Huck semana passada). O astro de cinema mais bem sucedido da última década parece ter ficado escaldado com o fracasso do pretensioso “Sete Vidas”, há quatro anos, lançado na explosão da crise econômica. Tato é que sua agenda está lotada de outras sequencias como “Hancock 2”, “Eu Robo 2” e “Bad Boys 3”. Na dúvida, aposte nas continuações.

O lobo é o lobo do homem
A “Perseguição” traz Liam Neeson como Ottway, um viúvo que trabalha em um lugar isolado do mundo no Alasca e seu papel é manter os lobos afastados dos funcionários de sua empresa. Certo dia, quando retornava à cidade grande para matar a saudade da esposa (Anne Openshaw), o avião caiu e sobraram poucos passageiros. Feridos e sem alimentos, começa uma verdadeira luta contra o tempo para se manter vivo e conseguir chegar, de alguma forma, até a civilização. O que eles não contavam era que o local era dominado por um alcateia de lobos, faminta, em número maior e disposta a manter seu território. Agora, a vida de todos está em risco absoluto e Ottway conhece bem o inimigo que tem pela frente. O filme é dirigido por Joe Carnahan, de “Esquadrão Classe A” e traz como segundo nome mais conhecido do elenco p ex-galã Dermot Mulroney (“O casamento do meu melhor amigo”). Segundo Rubens Edwald Filho, bom para um filme B.

Espiritismo scifi
“Área Q” se refere a uma região que compreende as cidades de Quixadá e Quixeramobim no Ceará, e é para lá que o jornalista americano Thomas Mathews é enviado, um ano após o desaparecimento de seu filho Sua busca obsessiva o fez perder sua casa e o emprego, mas seu antigo chefe lhe dá uma missão especial no Brasil. Aqui, Mathews acaba se deparando com misteriosos casos de contatos extraterrestres. São nesses locais, conhecidos como Area Q, que o jornalista finalmente encontrará respostas não só para o desaparecimento do menino, como também para o rumo do planeta.
O filme tema participação da produtora Estaçao da Luz, responsável por “Bezerra de Meneses”, “As mães de Chico Xavier” e “O filme dos espíritos”. No entando o diretor, o brasileiro radicado em Los Angeles, Gerson Sandinitto, rejeita o rótulo de “espírtia” para seu trabalho. No papel principal está Isaiah Washington, conhecido por seu papel do cirurgião Preston Burke nas primeiras temporadas de Grey’ Anatomy (e também por ter sido demitido por suposto bullying homofóbico contra o colega de elenco, T.R. Knight). Entre os brasileiros estão Ricardo Conti, como o guia nordestino Eliosvaldo; a calipígia Tania Kalil como uma jornalista brasileira, e Murilo Rosa no papel de um camponês abduzido no início da trama e que desempenhará um importante papel posterior.