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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Fundação Pró-Memória promove exposição virtual sobre escolas de Indaiatuba

Já está na página da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba a quinta exposição virtual. O tema escolhido foi Escolas de Indaiatuba. O material está disponibilizado no www.facebook.com/FundacaoProMemoriaDeIndaiatuba e no site da http://www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br/.
A exposição virtual desta semana traz um pouco da história da Educação em Indaiatuba, contemplando algumas das escolas da cidade. Algumas das imagens abaixo fizeram parte da exposição já apresentada pela Fundação Pró-Memória “150 anos de Memória da Educação em Indaiatuba (1854-2004)”. Desse modo, para que se entenda seu contexto, seria importante destacar aqui alguns acontecimentos importantes: em 1859, a Vila de Indaiatuba possuía uma única escola, regida pelo Professor Pedro Antônio da Silva. Já em 1889, com novos métodos para o ensino primário, as escolas foram agrupadas com a denominação de “Grupo Escolar” que foi dissolvido em 1897 passando a se chamar “Escolas Isoladas” perdurando até 1908.  Nesta data as “Escolas Isoladas” passam a se chamar “Escolas Reunidas” sob a direção do Professor Galdino Augusto Lopes Chagas. Porém, em 1911 o Governo Estadual restabelece novamente o “Grupo Escolar”. Em 1918, criam-se as primeiras escolas rurais. Em 1936 inicia-se a construção do prédio do “Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes”. E em 1958 é criada a primeira classe de pré-primário da rede municipal de Ensino. Já os únicos cursos ginasial e ginasial-cientifico funcionaram no Ginásio Estadual de Indaiatuba (atual Colégio Estadual “Dom José de Camargo Barros”). 
Segundo o superintendente do Pró-Memória, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus, as exposições virtuais têm o intuito de divulgar e democratizar o acesso à informação. “É mais uma maneira de divulgar o acervo da Fundação e dessa forma facilitar o acesso da população a história de Indaiatuba. As exposições contemplarão o nosso museu o arquivo público”, comenta o. “Conhecendo o nosso passado podemos projetar o nosso futuro”, acredita. “Atender a comunidade a partir do viés histórico-cultural, buscando divulgar e praticar a preservação do patrimônio histórico e a memória da cidade de Indaiatuba e da região, essa é a nossa missão”, afirma.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que move esses jovens?

Passeata atravessa a Margianl do Parqeu Ecológico rumo à Prefeitura. Acabou
aí meu registro, mesmo porque, o prefeito não estava lá...
Acabei de voltar da passeata em Indaiatuba, uma das muitas que estão acontecendo no País inteiro no momento em que escrevo. Fui como jornalista, para tentar entender o que está acontecendo e para testemunhar um momento que pode ser histórico, mesmo que não atinja todos os seus objetivos.
Duas frases me marcaram durante o trajeto, que acompanhei apenas até o Parque Ecológico (o repórter tem 50 anos de inabalável sedentarismo). "Mano, é uma roubalheira o busão ser mais caro que a gasolina", dita dentre de um pequeno grupo de manos; e a palavra de ordem "Reinaldo, ladrão, paga meu busão", uma dentre muitas gritadas pela multidão. A esses, se juntaram slogans tirados de tempo antigos como "O povo, unido, jamais será vencido", "O povo no poder", "Vem pra rua".

Veterano da invasão da reitoria da USP em 1982, da campanha das Diretas em 1984 e do impeachment de Collor em 1992, percebo que falta organização aos manifestantes: eles andam muito rápido, não dando tempo dos fotógrafos e cinegrafistas captarem a cabeça da passeata, que deve ter sempre uma faixa grande à frente. Essa "falha" confirma que a participação é predominantemente espontânea, sem uma liderança visível ou identificável. 

Símbolos de vários períodos se misturam: "carapintadas", camisetas de bandas de rock, skates (homenagem ao Chorão?), máscaras - principalmente as Guy Fawkes, de "V de Vingança" - e até grifes de moda. As trilha musical é principalmente o Hino Nacional e "Que País é Este?" (se alguém puxar "Caminhando", eu começo o vandalismo!). A vontade de repetir momentos em que a participação dos jovens foi marcante na história recente, e a de fazer parte de algo maior que eles, é a real motivação do movimento aqui em Indaiatuba, muito mais que a tarifa de ônibis, que muitos nunca utilizaram e que subiu aqui em fevereiro.

E o que pode resultar disso tudo? No mínimo, o questionamento sério do modelo de transporte público urbano no Brasil - caro, ineficiente e falido. Também deveria levar os governantes de todas as instâncias a refletir seriamente sobre o modo como se faz política e se administra a coisa pública neste País. 

PS: Aos "padres de passeata" do Facebook, antes de gritar palavras de ordem vão para a rua acompanhar o movimento. Não vem agora querer transformar isso num evento "Veja", de impeachment da presidente Dilma. Antes dela, tem o governador do Estado, Geraldo Alckmin, que até agora não puniu nenhum policial envolvido nas agressões contra cidadãos desarmados, com o beneplácito da maior parte da mídia. A indignação da garotada é generalizada e, como bem notou Eliane Catanhede, o momento é de perplexidade por parte de governos, mídia e até mesmo dos manifestantes, que " são tantos e tão diferentes que talvez nem eles tenham ainda respostas. Algo ocorre. O quê, ninguém sabe exatamente", como ela escreveu hoje, na Folha de S. Paulo. Não é quem só acompanhou pela TV ou pela Internet que vai dizer a eles o que é.


Início da sessão da Câmara: manifestantes começam a chegar

As galerias começam a ser tomadas pelos jovens





Cartazes e faixas erguidas no plenário da Câmara


Na rampa do Legislativo Municipal

Pessoal começa a se aglomerar do lado de fora

Alguém começa a por ordem na bagunça
Concentração tranquila e até mesmo festiva
Orientações sobre o trajeto






Cartazes destacam demandas diversas por parte dos manifestante

Guarda Municipal se limita a delimitar o trajeto da passeata




Passeata passa em frente ao terminal de ônibus urbano

Parte dos manifestantes tem que dar meia volta na Padre Bento Pacheco