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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"Paris-Manhattan" é a primeira atração do Cineclube em 2013

Inciando as atividades do ano, o Cineclube Indaiatuba exibe hoje "Paris-Manhattan", da diretora Sophie Lelouche. A sessão acontece no Topázio jaraguá excepcionalmente às 20h10, com ingresso único a R$ 6,00 e bate-papo com a platéia em seguida. Alice (Alice Taglioni) é uma mulher bonita e apaixonada pelo seu trabalho como farmacêutica, seu único problema é que continua solteira. Ela se refugia do mundo com a paixão por Woody Allen, chegando ao ponto de recomendar seus filmes às pessoas que procuram a farmácia em busca de algum medicamento e até mesmo conversar com o diretor, em seus pensamentos. A família de Alice insiste em lhe arranjar pretendentes, mas ela constantemente ignora os apelos da família para que se case. No entanto, o encontro com Victor (Patrick Bruel) pode mudar a sua vida.
Já se disse que Woody Allen, à exemplo de Jerry Lewis, é mais admirado pelos franceses do que por seus próprios conterrâneos (ele mesmo faz piada disso em "Drigindo no Escuro"). Sophie Lelouche (com "e" no final, sem parentesco com Claude Lelouch) parece confirmar o amor dos parisienses ao cineasta americano. Seu filme se inspira em "Sonhos de um Sedutor", que é assinado por Herbert Ross, mas que se baseia numa peça do próprio Allen, que é o verdadeiro "dono" da obra. Seu protagonista recebe conselhos amorosos de um Humphrey Bogart saído de sua imaginação, assim como a heroína de Lelouche vive sua rotina inspirada em seu diretor favorito, que até aparece em uma participação especialíssima. A crítica em geral lamenrou a irregularidade do filme, mas como se trata de uma ode ao amor ao cinema, consideramos uma forma adequada e abir mais um ano do Cineclube Indaiatuba.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Show do Mulheres em Acorde no Shopping Jaraguá


O show do Mulheres em Acorde sexta-feira no Shopping Jaraguá foi, como se esperava, um sucesso, e consolida essas atrações musicais como um instrumento para a fidelização do público para o mall do Centro. Kika Baldasseirini, Monica Ávila, Sara Bonfim e Sonia di Morais desfilaram as canções que fizeram mais sucesso ao longo da carreira do grupo, abrindo, inclusive, com "Pagu", de Rita Lee, que havia ficado fora das últimas apresentações.
Um detalhe que me chamou a atenção é que às 20h, hora marcada para o show, a praça de alimentação do Jaraguá ainda tinha diversas cadeiras vagas. Só às 20h30 a lotação esgotou. É o famoso "horário brasileiro":  público e organizadores sabem que o negócio só começa meia-hora depois.
Para quem perdeu, domingo elas voltam a cantar, só que em Campinas, na área de convivencia do Teatro do Sesc, às 16h30, também com entrada franca. 
As Mulheres em Acorde encantando o público do Jaraguá

Mônica Ávila e Soninha di Morais

Kika Baldasseirini e Sara Bonfim

As cantoras com a excelente banda

Ariadne e Ariane Campos curtindo o Mulheres em Acorde

Os atores Fernando Almeida e Fernanda Bugallo, que vão participar da montagem de A Ópera do Malandro

As psicólogas Isabela Vargas e Erika Vendramini com o casal
Cláudio Vendramini e Mônica Kimura
Os amigos  Julia, Mary, Rafaela e Guilherme

Bianca Baldasseirini Wolff foi ver a mamãe Kika cantar ao lado do marido Juliano Henrique 

Ana Laura entre as irmãs (gemeas?) Lais e Ligia

Menininhas deram um show à parte em frente ao palco

Rafaella Calonga promovendo a Feira de Noivas do Jaraguá e a Nishi Royale a caráter



terça-feira, 22 de maio de 2012

Cineclube apresenta "A Música segundo Tom Jobim" hoje

O Cineclube Indaiatuba e o 20o Maio Musical apresentam hoje, dia 22, às 19h, o documentário "A Música segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, no Multiplex Topázio do Shopping Jaraguá. A entrada é franca e após a projeção haverá bate-papo coordenado por Antonio da Cunha Penna e este escriba.
O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna, de alcance internacional. Em "A música segundo Tom Jobim", os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do "maestro soberano". Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.


***


Rua Nascimento Silva, 107. O endereço foi imortalizado pela canção de Vinícius, Chico Buarque e Toquinho, "Carta ao Tom", que era o do próprio maestro na época da criação da Bossa Nova. Mais do que o famos apartamento de Nara Leão onde os jovens Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Carlos Lyra entre outros tentavam aprender a batida de João Gilberto, foi na casa de Tom que surgiram "Chega de Saudade", "Desafinado" e tantos clássicos. 
Minha própria relação com a música de Tom Jobim começou no final dos anos 70, quando ele andava em baixa por aqui, acusado - como Carmem Miranda - de ter se tornado americanizado. Já em 1968, havia sido vítima, junto com Chico Buarque e as irmãs Cynara e Cybele, da maior vaia da história dos festivais, quando "Sabiá" bateu "Caminhando",  no III Festival Internacional da Canção. A distância histórica nos permite perceber que a composição de Chico e Tom era muito superior e tão engajada, embora mais sutil, que a tentativa de "Marselhesa" de Geraldo Vandré. 
Mesmo já nos anos 80, na faculdade, colegas se espantavam quando me viam comprando LP dele. "Você gosta de Tom Jobum?", me perguntavam, incrédulos. A mim espantava que gostassem dos mineiros Lo Borges, Beto Guedes, Milton Nascimento (eram tempo pré BRock) e não de Tom. Ele estava fora de moda, e continuaria, até seu disco Passarim, que fez com que o Brasil, o redescobrisse.
A virada dos anos80 para  90 foram muito melhores para o maestro Brasileiro (de sobrenome), revalorizado graças ao livro "Chega de Saudade", de Ruy Castro, e por sucessos de músicas para TV como os temas de abertura de "Anos Dourados" e "O Dono do Mundo" ("Querida"). Infelizmente, em 1994, o Brasil e o mundo perderam Tom Jobim, vítima de parada cardíaca, no Hospital Monte Sinai, em Nova York.