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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Chega ao fim 20º Maio Musical


A 20ª edição do Maio Musical terminou neste final de semana com casa cheia no domingo para Flávio Venturini. O cantor, compositor e instrumentista, egresso de O Terço e do 14 Bis, lotou a Sala Acrísio de Camargo em um show que emocionou quem cresceu ouvindo “Espanhola”, “Nascente”, “Linda Juventude”, “Planeta Sonho” e tantas outras.





















Na sexta, encerrando a programação dos artistas locais, Maurício Nau e Telma Costa apresentaram o espetáculo “Secos, Molhados & Mutantes”, reunindo canções das carreiras em grupo e solo de Ney Matogrosso e Rita Lee. 




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Maio Musical na reta de chegada


Nau e Telma

Após o agitado fim de semana da Virada Cultural, o Maio Musical chega ao fim a partir de hoje, com a apresentação de Fred Carrilho e Ensemble, às 20h na Sala Acrísio de Camargo. Todas as atrações tem entrada franca. O violonista indaiatubano andou excursionando pela Europa nos últimos anos e volta a se apresentar no Maio Musical após algum tempo. Corintiano, recentemente ele laçou um DVD em que toca o Hino do Corinthians em arranjo erudito. Seu grupo é formado por violão/guitarra, percussão/bateria, contrabaixo, teclado e instrumentos orquestrais.
Amanhã, na mesma hora e local, Maurício Nau e Telma Costa apresentam “Secos, Molhados & Mutantes”, uma homenagem a dois dos mais originais grupos pop já surgidos no Brasil. Os Mutantes, dos irmãos Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e da primeira musa do rock, Rita Lee, beberam na fonte do Tropicalismo (participaram da apresentação de “Domingo no Parque” com Gilberto Gil, no Festival da MPB de 1967, e depois do histórico disco “Panis et Circensis”). Entre 1970 e 1972 foram a principal referencia do rock nacional, sem simplesmente copiar o que se fazia lá fora, mas agregando elementos da cultura brasileira. A saída de Rita Lee em 1972 marca o início da fase progressiva – influenciada por Emerson, Lake & Palmer – e o começo da carreira solo da mais importante roqueira brasileira. Já neste século, eles foram descobertos pelos ingleses, que promoveram um show especial em Londres, em 2006. Rita Lee não foi e quem ocupou seu lugar foi Zelia Duncan.
Os Secos & Molhados surgiram no cenário da música brasileira como um cometa brilhante, que se apagou rapidamente. Em apenas dois LPs eles sacudiram o cenário musical com seu visual extravagante e ousado, principalmente para o auge da ditadura militar. O líder intelectual era João Ricardo, mas quem se destacava era o cantor Ney Matogrosso, que com sua androginia de corpo e voz fascinou os jovens e escandalizou os adultos. Seu primeiro disco vendeu um milhão de cópias num tempo em que só Roberto Carlos conseguia isso, e emplacou clássicos como “O Vira”, Sangue Latino” e “Rosa de Hiroshima”. O segundo disco não conseguiu repetir esse sucesso e já´dava mostras dos desentendimentos que dissolveram o grupo. Ney seguiu uma vitoriosa carreira colo, em que se consagrou como o um dos maiores cantores da MPB da segunda metade do século XX.
O show agrega canções dos dois grupos, mais a obra individual de Rita, Ney e os tropicalistas Caetano Veloso e Gilberto Gil. A banda que acompanha Nau e Telma é formada por Valgério Gianotto (contrabaixo), Marcola Nasser (percussão), Marcelo Silva (guitarra) e Henrique Mendes (bateria).
No sábado, a Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e o Trio de Cordas da Osesp se apresenta às 20h30 na mesma Sala Acrísio de Camargo, com regência de Monica Giardini.
Flávio Venturini
No domingo, acontece o grande encerramento com o show de FlávioVenturini, às 20h, no teatro do Ciaei. Integrante do chamado Clube da Esquina, Flávio fundou em 1974 O Terço, o primeiro grupo de rock progressivo brasileiro, e em 1979 o 14-Bis. Entre seus principais sucessos, como compositor ou intérprete, estão "Todo Azul do Mar", "Linda Juventude", "Planeta Sonho", "Nascente", "Nuvens", "Caçador de Mim" e "Espanhola".

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cineclube apresenta "A Música segundo Tom Jobim" hoje

O Cineclube Indaiatuba e o 20o Maio Musical apresentam hoje, dia 22, às 19h, o documentário "A Música segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, no Multiplex Topázio do Shopping Jaraguá. A entrada é franca e após a projeção haverá bate-papo coordenado por Antonio da Cunha Penna e este escriba.
O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna, de alcance internacional. Em "A música segundo Tom Jobim", os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do "maestro soberano". Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.


***


Rua Nascimento Silva, 107. O endereço foi imortalizado pela canção de Vinícius, Chico Buarque e Toquinho, "Carta ao Tom", que era o do próprio maestro na época da criação da Bossa Nova. Mais do que o famos apartamento de Nara Leão onde os jovens Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Carlos Lyra entre outros tentavam aprender a batida de João Gilberto, foi na casa de Tom que surgiram "Chega de Saudade", "Desafinado" e tantos clássicos. 
Minha própria relação com a música de Tom Jobim começou no final dos anos 70, quando ele andava em baixa por aqui, acusado - como Carmem Miranda - de ter se tornado americanizado. Já em 1968, havia sido vítima, junto com Chico Buarque e as irmãs Cynara e Cybele, da maior vaia da história dos festivais, quando "Sabiá" bateu "Caminhando",  no III Festival Internacional da Canção. A distância histórica nos permite perceber que a composição de Chico e Tom era muito superior e tão engajada, embora mais sutil, que a tentativa de "Marselhesa" de Geraldo Vandré. 
Mesmo já nos anos 80, na faculdade, colegas se espantavam quando me viam comprando LP dele. "Você gosta de Tom Jobum?", me perguntavam, incrédulos. A mim espantava que gostassem dos mineiros Lo Borges, Beto Guedes, Milton Nascimento (eram tempo pré BRock) e não de Tom. Ele estava fora de moda, e continuaria, até seu disco Passarim, que fez com que o Brasil, o redescobrisse.
A virada dos anos80 para  90 foram muito melhores para o maestro Brasileiro (de sobrenome), revalorizado graças ao livro "Chega de Saudade", de Ruy Castro, e por sucessos de músicas para TV como os temas de abertura de "Anos Dourados" e "O Dono do Mundo" ("Querida"). Infelizmente, em 1994, o Brasil e o mundo perderam Tom Jobim, vítima de parada cardíaca, no Hospital Monte Sinai, em Nova York. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mulheres em Acorde abalam o Ciaei

O que já é a grande atração local do Maio Musical lotou a Sala Acrísio de Camargo na noite de sexta-feira. O Mulheres em Acorde celebrou seus cinco anos junto a amigos e fãs que ocuparam até  mezanino do tearo do Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei), a ponto de não sobrar lugar nem para o prefeito Reinaldo Nogueira e sua entourage. Um dos pontos altos do show foi a canja de Magali Claudino, que integrou a formação original.
À tarde, durante a produção do visual na Ge Beleza, elas me enganaram, dando a entender que ainda estavam procurando uma música para o bis - sugeri "Redescobrir", do Gonzaguinha - mas era óbvio que "Lady Marmelade", a única canção em inles do show, já estava ensaiada faz tempo. Mas uma coisa elas cumpriram: não cantaram "Pagu", de Rita Lee,  que deve ter sido cantada em praticamente todos os shows do quarteto.
Um ótima notícia dada pela secretária de Cultura, Erika Novachi, é que a média deste 20o Maio Musical tem sido de 400 pessoas, a melhor da história.

O encerramento, com as cinco Mulheres em Acorde originais e a banda

As Mulheres em Acorde em ação
Sara Bonfim fazendo seu solo

Sonia Di Morais exibindo a técnica impecável aliada a emoção

Mônica Ávila com sua ginga habitual
Kika Baldasseirini cantou um tango do novato Filipe Cato

Magali Claudino em sua canja muito especial
Kika, Mônica e Sara com Ge Marques em seu salão antes do show. Soninha não está na foto para não parecer a princes Léia de Star Wars.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Rock no Maio Musical


No domingo, ás 19h, na Sala Acrísio de Camargo, com entrada franca, acontece o show Rock - Transcendendo Gerações, com as bandas Santo Remédio (no alto) e Alien Groove (acima), pelo Maio Musical. A Santo Remédio traz um pouco de tudo aquilo que marcou o cenário do rock nacional e internacional nos anos 60, 70 e 80 e que hoje invadem os corações das novas gerações. Clássicos do U2, Queen, Credence, Pink Floyd, Peter Frampton, The Doors, Legião Urbana, Plebe Rude, Ita!, Cazuza e outros, com imagens que remetem a esses momentos da música sendo projetados ao fundo do palco.
A Alien Groove é um power trio instrumental fusion formadno por Rodrigo Ribeiro, Viktor de Lima e Gerson Lima Filho. Estará presente no repertório uma mistura de ritmos como latino, rocxk, heavy, funk, samba entre outros, numa fusão de estilos que caracteriza a banda.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mulheres em Acorde nesta sexta

Imagino que os fãs da boa música em Indaiatuba já estejam se mobilizando para a apresentação das Mulheres em Acorde nesta sexta-feira, ás 20h, pelo Maio Musical, com entrada franca. O show será na Sala Acrísio de Camargo do Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei), e recomenda-se chegar cedo por causa do estacionamento e da lotação da casa, que certamente se esgotará.
O Mulheres em Acorde é formado pelas cantoras Kika Baldasseirine, Sonia di Moraes, Mônica Ávila e Sara Bonfim, todas com carreiras individuais. A mãe do ator global João Baldasserini começou sua carreira na década passada, sendo um das mais ativas da noite da região, com diversos shows homenageando artistas como Chico Buarque, Luiza Gonzaga e Vinícius de Moraes. Sonia Di Moraes é fundadora da Banda Medley e regente do Coral da Fundação Bradesco. Mônica Ávila fez carreira na noite campineira e Sara Bonfim lidera a formação atual da Medey e também participa do grupo campineiro Mulheres Brasileiras. O grupo foi criado após um convite da Secretaria Municipal de Cultura para uma apresentação especial para o Dia Internacional da Mulher, há cinco anos. De lá para cá ela não apenas se tornaram a atração oficial da data como vem se apresentando constantemente no Maio Musical e em shows avulsos no Indaiatuba Clube.
O último Dia Internacional da Mulher foi o primeiro em que elas não cantaram para a Secretaria da Cultura, pois estavam fazendo sua estreia fora de Indaiatuba no Almanaque Café, em Barão Geraldo, Sousas, quando arrastaram uma grande caravana de fãs que praticamente lotaram a casa. A banda que as acompanhou na ocasião será a mesma desta apresentação pelo 20o Maio Musical: Vitor Lima, na guitarra, Gerson de Lima Filho, na bateria e Eron Guarnieri, tecladista do Funk como Le Gusta. Já o repertório será uma seleção desses cinco anos de shows do Mulheres em Acorde.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Imagem da capa

Algo que não pode passar batido é a ilustração da capa do programa do 20o Maio Musical, de autoria de Ernesto de Almeida. Nascido em Ferreirópolis, Minas Gerais, Ernesto trabalhou como garçom na Pepis, Castelinho e Cervejaria Devassa em Indaiatuba. Já morou no Canadá e passou um tempo no Rio de Janeiro, em Parati, e recentemente realizou um curso em Marrocos, sempre em busca de aperfeiçoamento e caminhos para viabilizar sua carreira como artista plástico. Como diz na entrevista, “Gostaria de estudar aqui, mas não há espaço, apenas pessoas ricas podem estudar arte.”Ele expressa a vontade de ir à Europa para desenvolver sua arte.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Programação Maio Musical no Cine Topázio – Entrada Franca


Os Multiplex Topázio de Indaiatuba participam do 20º Maio Musical com uma programação de filmes sobre música, que serão exbidos aos sábados no Polo Shopping e na terça no Shopping Jaraguá, sempre às 19h e com entrada franca. O destaque é o documentário A Música segundo Tom Jobim, em que o maior compositor popular brasileiro da segunda metade do século passado tem sua obra transposta ao cinema pelas lentes de um dos mestres do cinema brazuca, Nelson Pereira dos Santos.


O Samba que Mora em Mim, de Georgia Guerra-Peixe
“O samba que mora em mim” é um documentário ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval.  O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida.  Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo deir alem do samba. “Se eu pudesse calar uma escola de samba….” O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar.  Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe. Um samba que é jeito de ser, de viver e também, mas não só, de cantar e dançar.
Dia 5 de Maio (sábado) – 19 horas no Polo Shopping
Dia 8 de Maio (terça) – 19 horas no Shopping Jaraguá


E Aí, Hendrix?, de Pedro Paulo Carneiro e Roberto Lamounier
Documentário sobre a trajetória de Jimi Hendrix, o maior guitarrista de todos os tempos, contada por meio de curiosidades relatadas por contemporâneos do ídolo e artistas brasileiros como Pitty, Frejat, Pepeu Gomes e Robertinho de Recife. O documentário aborda as famosas apresentações nos Festivais de Monterrey (1967) e Woodstock (1969) e outros acontecimentos da vida do artista, desde sua chegada a Londres, em 1966, até o dia da morte prematura, aos 27 anos, em setembro de 1970.
Dia 12 de Maio (sábado) – 19 horas no Polo Shopping

Dia 15 de Maio (terça) – 19 horas no Shopping Jaraguá


A Música Segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos
O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna, de alcance internacional. Em “A música segundo Tom Jobim”, os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do "maestro soberano". Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.
Dia 19 de Maio (sábado) – 19 horas no Polo Shopping
Dia 22 de Maio (terça) – 19 horas no Shopping Jaraguá


Nana Caymmi: Rio Sonata, de Georges Gachot
Misturando imagens de palco e entrevistas, o documentário apresenta carinhosamente Nana Caymi, uma das cantoras de maiores respeitabilidade da Música Popular Brasileira. Em forma de referência, o filme remonta a trajetória da cantora, ex-mulher de Gilberto Gil, musa de Milton Nascimento e amiga de Nelson Freire
Dia 26 de Maio (sábado) – 19 horas no Polo Shopping
Dia 29 de Maio (terça) – 19 horas no Shopping Jaraguá

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Wagner Tiso no Maio Musical

O pianista, compositor e arranjador Wagner Tiso é a segunda grande atração do 20o Maio Musical amanhã, a partir das 20h, na Sala Acrísio de Camargo. Num país sem tradição de composição de trilhas sonoras para cinema, Tiso é um dos recordistas do gênero, especialmente para o amigo Walter Lima Jr., para quem fez as músicas de "A Lyra do Delírio", "Inocência", "Chico Rei", "Ele, o Boto", além de produções de Silvio Tendler, Francisco Ramalho e ouros cineastas.
Iniciou sua carreira profissional em 1958, como integrante do conjunto W's Boys (título alusivo às iniciais de seus componentes), juntamente com Waltinho, Wilson, Wanderley e Milton Nascimento (que se apresentava como Wilton). Com o grupo, gravou um compacto simples que registrou, pela primeira vez, uma composição de Milton Nascimento, "Barulho de trem".
Depois de se mudar para o Rio de Janeiro, fundou, em 1970, juntamente com Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão de 12 cordas), Luis Alves (baixo), Laudir de Oliveira (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas), o conjunto Som Imaginário, com o qual atuou em shows e gravações ao lado de Milton Nascimento.
Nessa época, escreveu arranjos para Milton Nascimento, Johnny Alf, Gonzaguinha, Paulo Moura e Som Imaginário, entre outros. Em 1974, participou da gravação dos LPs "Flora Purim em Montreux", na Suíça, e "Native dancer", de Wayne Shorter, em Los Angeles. Foi eleito, pela crítica especializada, o Melhor Arranjador de 1974 e de 1975.
Seguiu uma carreira vitoriosa nos anos seguintes, no Brasil e no exterior. Em 2005, comemorando 60 anos de vida e 45 de carreira, apresentou-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o show "Um Som Imaginário", acompanhado por uma banda formada por Itamar Assiére, Lula Galvão, Sérgio Barrozo, André Boxexa e Mingo Araújo, e também pela Orquestra Petrobras Sinfônica, tendo como regente convidado Carlos Prazeres. Participaram do espetáculo Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Uakti, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Luiz Alves, Victor Bigione, Tizumba e Guarda de Moçambique do Divino. Lançou, em 2006, o CD e DVD "Um Som Imaginário", registro ao vivo do espetáculo realizado no ano anterior.
Assim Wagner Tiso e o Som Imaginário é o nome do show que o música traz para Indaiatuba amanhã.

terça-feira, 1 de maio de 2012

João Bosco abre hoje o 20o Maio Musical


A 20ª edição do Maio Musical será aberta em grande estilo hoje, com o cantor, compositor e violonista João Bosco, a partir das 20h na Sala Acrísio de Camargo do Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei). A entrada é franca e os convites devem ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes do espetáculo.
João Bosco talvez seja a melhor combinação voz e violão da MPB, depois de João Gilberto. Mas enquanto o baiano ficou famoso pela batida bossa nova – imitada por quase todo mundo a partir de Chega de Saudade – e a voz cool, o mineiro de Ponte Nova combina uma pirotecnia rítmica às cordas com um vocal cheio de scats que por vezes mistura samba com ritmos latinos, como bolero e rumba. Além disso, é autor de clássicos da MPB como Mestre salas dos mares, De frente pro crime, Kid Cavaquinho, Papel Machê, Jade e, como se não bastasse, o hino da redemocratização, O bêbado e a equilibrista. Sua parceria como Aldir Blanc – em quase todas as canções supracitadas – está entre as mais importantes da música brasileira, no nível de Milton Nascimento e Fernando Brandt e Ivan Lins e Vitor Martins. Pode ser irônico, mas ele quase foi o parceiro de Vinícius de Morais no lugar de Toquinho, o que criaria a dupla... João Bosco e Vinícius!
Como tantos grandes compositores dos anos 70, ele foi lançado por Elis Regina, que gravou dele e de Aldir Blanc Bala com bala, em 1971. A  primeira gravação do próprio João Bosco aconteceu no ano seguinte, no lado B de um disco de bolso lançado pelo jornal O Pasquim, Agnus sei (O lado A era Águas de Março, com Tom Jobim e Elis Regina).
Seu primeiro LP saiu em 1973, com quase todas as faixas em parceria com Aldir, mas ele só estouraria com Caça à Raposa, em 1975, depois que Elis gravara músicas como Mestre Sala dos Mares, Caça à Raposa e Dois pra lá, dois pra cá no ano anterior.
Em Galos de briga (1976) gravou Rancho da goiabada, Incompatibilidade de gênios, Latin lover, O ronco da cuíca entre outros. Tiro de Misericórdia foi lançado no ano seguinte, trazendo a música-título, Gênesis (Parto) e Falso brilhante. Linha de Passe, lançado no LP homônimo de 1979, consolida seu estilo voz e violão único, praticamente inimitável. O disco ainda trazia O bêbado e a equilibrista, que estourou na interpretação de Elis.
Em 1982 lançou João Bosco ao vivo, 100ª apresentação, contendo seus maiores sucessos e que marcou a despedida de sua parceria exclusiva com Aldir Blanc. A nova fase traria obras como Papel Machê (com Capinam), Odilê, odilá (c/ Martinho da Vila), Quando o amor acontece (com Abel Silva), Jade, Desenho de Giz, Corsário e vários outras. Lançou um Acústico MTV em 1992, privilégio normalmente reservado a artitas de pop/rock, e um songbook em 2003. Voltou a compor e fazer as pazes com Aldir Blanc em 2001.
Comemorando seu 60º aniversário, lançou, em 2006, o CD e DVD "Obrigado, gente!", gravado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A seu lado, os músicos Nelson Farias (violão e guitarra), Ney Conceição (baixo), Kiko Freitas (bateria), Armando Marçal (percussão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Aldivas Ayres (trombone), e ainda, em participações especiais, Djavan, Guinga, Yamandu Costa e Hamilton de Holanda (em "Linha de passe", com Paulo Emílio e Aldir Blanc).
Seu último disco de inéditas foi Não vou pro céu, mas já não vivo no chão, de 2009.
Outras atrações
As atrações seguintes do Maio Musical serão, no dia 3, o  Encontro de Percussão entre polos do Projeto Guri, das 14h as 17h30, e, no dia 4, Os Jovens Talentos locais Stefany Ueda e Caroline Mattos, às 20h. Todos na Sala Acrísio de Camargo, com entrada franca,