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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Taças para locação em Indaiatuba

Você sabia que a taça para vinho tinto é a que tem bojo maior, pois elas liberam melhor o aroma.

Outra dica é a maneira correta de segurar a taça, sempre pela haste 
e nunca pelo bojo. 



Na Bellamesa irá encontrar uma variedade de taças para locação.

Bellamesa Locação de Materiais Finos para Festas
Av. Conceição, 1088
Tel 19 38751588
Instagram:@bellamesaindaiatuba


terça-feira, 7 de maio de 2013

Os Top Ten da Expovinis

O Dádivas Chardonnay 2012, da Lídio Carraro, eleito o melhor Branco Nacional
A Expovinis Brasil 2013, que aconteceu de 24 a 26 de abril em São Paulo, elegeu seus tradicionais Top Ten da feira, que é a maior de vinho das Américas. O juri teve a participação de Hector Riquelme, coautor dos Descorchado, mais conhecido guia de vinhos do Chile e Argentina, e jurado do Decanter World Wine Awards; Mário Telles, membro fundador da ABS-SP e considerado um dos melhores degustadore brasileiros; Jorge Carrara, da revista Prazeres da Mesa e site Basilico; Manoel Beato, chefe sommelier do fasano; José Luiz Alvim Borges e Gustavo Andrade e Paulo, da ABS-SP; Ricardo Farias, da ABS-RJ;  Celito Guerra e Mauro Zanus, da Embrapa Uva e Vinho do RS; Márcio Oliveira, do site Vinotícias e SBAV de MG; José Luiz Paglirari, do SBAV-SP e Senac-SP: e Roberto Gerosa, do Blog do Vinho.
Os eleitos em cada categoria (tendo havido empate em Tinto Importado) foram:

ESPUMANTE NACIONAL

Villaggio Grando Espumante Brut Rosé 2012 – Região: Água Doce, Santa Catarina – Uvas: pinot noir e merlot – R$ 40,00

ESPUMANTE IMPORTADO

Aida Maria Rosé Brut Reserva 2007 – Região: Douro, Portugal – Uva: touriga nacional -

BRANCO NACIONAL

Dádivas Chardonnay 2012, Lidio Carraro – Região: Terras da Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul – Uva: chardonnay – R$ 50,00

BRANCO IMPORTADO

Casas Del Bosque Sauvignon Blanc Reserva 2012 – Região: Casablanca, Chile – Uva: sauvignon blanc – 60,00

TINTO NACIONAL SERRA GAÚCHA

Perini Quatro 2009 – Região: Vale do Trentino, Rio Grande do Sul – Uvas: cabernet sauvignon, merlot, tannat, ancellotta – 100,00

TINTO NACIONAL OUTRAS REGIÕES

Pericó Basaltino Pinot Noir 2012 – Região: São Joaquim, Santa Catarina – Uva: pinot noir – 70,00

ROSÉ

Maquis Rosé 2012 – Vale Aconchágua, Chile – Uva: malbec

TINTO VELHO MUNDO

Santa Vitoria Grande Reserva 2008 – Região: Alentejo, Portugal – Uvas: touriga nacional, cabernet sauvignon, syrah

TINTO VELHO MUNDO

Scagliola Sansì Selezione Barbera d’Asti 2009 – Região: Piemonte, Itália – Uva: Barbera

DOCES E FORTIFICADOS

Quinta Do Noval Porto Tawny 40 Anos – Região: Porto, Portugal – Uvas: tinta barroca, tinta roriz, touriga francesa, touriga nacional – 900,00 reais.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Expovinis 2013: a primeira vez

Pavilhão da Ibravin

 Marinheiro de primeira viagem, fui ontem, dia 24, à Expovinis, maior feira de vinhos das Américas, no Expo Center Norte, em São Paulo. Nunca tinha conseguido ir antes por conta do meu trabalho na Tribuna de Indaiá, e mesmo antes de ir a essa edição, alguns contratempos quase me impediram de chegar lá, como o cancelamento do esquema de van, que acabou sendo substituído pela carona de amigos, Gilles e Vera Mourier, do Le Triskell; Daniel e Paula Jurado, da Engelo.
Aline Azevedo, Musa do Corinthians
O estacionamento custou extorsivos R$30,00, em manobrista ou organização aparente, na base do se vira. Chegando no local, o credenciamento feito com bastante antecedência não foi localizado e tive que fazer todo o processo novamente. Gilles também teve problemas em seu credenciamento, solucionado pelo improviso, não pela organização do evento.
O primeiro pavilhão era o do Ibravin, reunindo diversas vinícolas nacionais, e Gilles me perguntou qual eu indicava, como recente expert no assunto (só por causa do Famtour da Vindima na Serra Gaúcha que participei). Por ironia, indiquei a Lídio Cararo, que não visitei na ocasião, mas que conhecia os vinhos. Também passei pelos estandes da Larentis, Dal Pizzol e Dom Cândido, mais para deixar exemplares da revista Sabores do Interior que traz minha matéria sobre a Vindima.
Em seguida fomos à importadora Cantu, onde ficamos um bom tempo enquanto Gilles matava sua vontade de conversar em frances com um compatriota. Degustamos alguns vinhos bons e outros ruins – suspeito que até meio passados –
Paula e Daniel Jurado com o enólogo Felipe Bebber e José Venturini
tentamos cair fora, mas aí encontramos o Marcelo Wollermann e a Josi Pieri, que vinham de um almoço da importadora Ravin, no Fogo de Chão. Voltamos todos à Cantu (andar em grupo é fogo) mas eu dei uma fugidinha e provei um Zinfandel bem legal. Encontrei meu velho amigo Lucas Cordeiro, hoje sommelier do La Regalade e da Wine Vinhos. Aproveitei para assinar a revista Adega e ganhar um guia Descorchados 2013 de brinde.
André e Larri Larentis, da vinícola de mesmo nome, que tem
parentes em Indaiatuba
Finalmente, fomos onde todos queríamos ir, ao pavilhão da França. Grande parte ou quase todos os expositores não tinham representantes no Brasil e estavam em busca de importadores no Brasil. Os franceses que serviam as doses eram simpáticos como os de anedota, servindo as doses como se fossem para um bando de brasileiros bêbados atrás de bebida grátis (pensando bem...). Também fomos atrás dos Montalcinos – Rossos e Brunellos – e de Amarone, paixão de Daniel. Para encerrar a maratona de 25 taças degustadas (!) eu e
Lucilene, Rinaldo Dal Pizzol e a enólogo Siamara Troian
Paula fomos de champanhe, que fechou a noite muito bem.
Após essa caótica primeira vez, espero planejar melhor a próxima Expovinis e fazer uma visita mais, digamos, jornalística.










Daniel e Paula com Heloisa e Rachel, da Confraria Amigas do Vinho

O consultor do grupo Pão de Açucar, Carlos Cabral

Lucas Cordeiro: há 20 anos, bebíamos qualquer coisa

Pavilhão da Vinhos de Portugal

Pavilhão da França

Saída da Expovinis: grande procura por taxis em tempos de Lei  Seca
Os vinhos degustados


Dádivas 2012 e Quorum 2006 da Lidio Carraro:
aprovados por Gilles Mourier

O Vivere, primeiro champenoise da Venturini

Dom Cândido Reserva Merlot 2009

Um bom rosé frances comercializado pela Cantu


Dois Bordeaux honestos da Cantu

Esse Pinot Noir não estava muito bom

Um bom Zinfandel

Um Sauvignon Blanc bem legal

Dois italianos e um espanhol bons

Um Douro muito bom





Festival de franceses: uma festa do paladar. O Pinot Noir compensou o outro

Um Brunello e um Rosso de Montalcino: já tomei melhores

Um belo Amarone

Um bordeaux gostoso antes de ir embora

Um bom champanhe para encerrar a feira

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher em Indaiatuba



Não passe o Dia Internacional da Mulher sem uma comemoração!
Comemore com sua esposa, namorada ou uma amiga em grande estilo tomando um bom vinho! Passe no Brancotinto, lá você encontra inúmeras opções!
Brancotinto Universo dos Vinhos
Loja Pinot:  Av. Cel. Estanislau do Amaral, 655 Itaici Tel (19) 38947578
Loja Malbec: Rua Armando Sales de Oliveira, 1321 Tel (19) 33923002



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sétimo dia do Famtour - Despedida da Serra Gaúcha

O último dia em Flores da Cunha começou cedo: a saída do hotel estava marcada para as 6h (Lógico que teve quem se atrasou). O motivo era o café da manhã marcado entre as videiras da Mioranza, um dos grandes produtores da vinho (especialmente de mesa) da região dos Altos Montes. Trata-se da colazione, ou primeira refeição servida aos colhedores de uva na época da vindima (na verdade, seria mais cedo, mas este é um programa para turistas e não trabalhadores rurais). Não é de bom tom beber de manhã, mas quem poderia resistir a provar uma taça de Cabernet Sauvignon no meio de uma plantação de uvas da mesma variedade?
As caras não estão muito animadas, mas o que esperar às 7 da matina?
A mesa posta para a colazione em meio ao vinhedo

As uvas de Cabernet Sauvgnon


Eduardo Caliman e Antonio Mioranza

A colheita de verdade

Em seguida fomos à Fabian, uma vinícola que pode ser considerada pequena. O proprietário, Guerino Fabian, é um engenheiro que reside e trabalha em Caxias do Sul, mas faz questão de se deslocar até Flores da Cunha para atender os jornalistas e falar de seu vinho. Até 1985, produzia vinhos a granel vendidos para ser engarrafado por terceiros. Em 1995 iniciou os estudos para introduzir variedade viníferas e começou em 10 hectares com Pinot, Ancelotta, Cabernet Sauvignon, Merlot, Camenère, Chardonnay, Moscatel e Sauvignon Blanc. Hoje, de uma produção de 300 mil, 20 mil a 30 mil é de vinhos finos. Como todos, considera a safra atual excepcional, podendo chegar ao nivel da de 2004 e 2005, tanto é que seu top de linha, Gran Fabian, um assemblage de R$ 155,00, é desse ano.

O proprietário Guerino Fabian

O top de linha da casa

A loja de varejo

Os vinhedos

A desengastadeira

Os cachos entram por cima...

...e as uvas saem separadas embaixo

A parada seguinte foi a Terrasul, cuja sede é um prédio de 70 anos que pertencia à Vinícola Riograndense, já citada nesses posts. O que aconteceu para que um gigante dos vinhos, responsável pela introdução das uvas viníferas no País, desaparecesse? Os proprietários da Terrasul, Paulo Tonet e Volmar Salvador (irmão de Antonio Salvador, da Vinícola Salvador), contaram que tudo se acabou quando o casal dono da Riograndense, Carlos Correa de Oliveira e Nilza Pinto de Oliveira, foi degolado em casa pelo filho deles, Carlos Alberto. O motivo seria um desentendimento por causa de drogas. A vinícola era um dos diversos negócios da família, e após a tragédia, os herdeiros de desinteressaram dela, e foram vendendo prédios, instalações e vinhedos.
Mas voltando à Terrasul, com sua produção anula de 2,5 milhões de litros de vinhos mesa, produz cerca de 120 mil litros de vinhos finos, e acha que essa é a tendencia do mercado. Para os sócios, o preço pago pelas engarrafadoras paulistas - principal destinatário desses 2,5 milhões de litros - não compensa o custo. A saída, segundo eles, além dos varietais, está no vinagre, já que a maior parte da produção consumida no País ainda é feita de álcool, quando muito, chega a ter 50% de vinho. Um vinagre 100% feito de uva teria mais qualidade e daria um destino para a produção crescente de uvas. Eles apontam também o crescimento no consumo de espumante e suco como outra alternativa.

Fachada da Terrasul

Pacatos cordeiros pastam perto dos vinhedos

A loja de varejo da vinícola

Os proprietários Volmar Salvador e Paulo Tonet
Os jornalistas na área de degustação

Tonéis da época da Vinícola Riograndense
Chegadas das uvas

A desengastadeira em ação
O almoço foi num dos locais que podemos considerar imperdíveis numa visita aos Altos Montes. O Restaurante Panorâmico Belvedere Sonda fica num penhasco a 500 metros acima do rio das Antas, com uma vista magnífica.Ele abre aos público em geral somente para os almoços de final de semana, nos outros dias só por agendamento. O almoço típico italiano que comemos servido em rodízio sai por R$32,00 por pessoa. Preço de alguns sanduíches em São Paulo e Campinas, sem a paisagem.

O Belvedere Sonda
Vista da represa com zoom
O rio das Antas e a represa
Proprietade na encosta do morro
A mesma casa com lente telobjetiva, que só usei essa vez na viagem
 
A despedida da sopa de agnolini, ou capeleti

Mesa de gente grande: Danilo Ucha, Antonio Mioranza, Sérgio Inglez de Sousa e Delmir Argenta
Que tal um almoço com essa vista?
Após a lauta refeição, fomo de novo aos domínios da Mioranza, só que agora á sede. O proprietário, Antonio Mioranza, é um self-made man que começou como caminhoneiro que levava garrafões de vinho sobre a carga principal para vender no Rio de Janeiro e hoje produz 6 milhões de litros de vinho por ano. Embora mantenha os pés de seu pequeno império firmemente alicerçados no vinho de mesa Mioranza, mantém as marcas Catania, um de mesa melhorzinho; Alvise, varietal,  e importa da Argentina sob a marca Verza. Engarrafando e usando marca própria, Mioranza escapa da armadilha da venda a granel de que se queixam alguns colegas. Por outro lado, o nome ficou associado ao vinho de garrafão, tanto é que este ano deixou de produzir varietais com a marca Mioranza. 

Entrada da Mioranza

A loja de varejo
A porta da esperança?

Antonio e Jeronimo Mioranza
O salão de degustação
Os tonéis de madeira, usados somente para guardar vinho de mesa, estão fadados ao desuso  por falta de mão de obra especializada na manutenção

O final oficial do Famtour foi uma rápida visita á futura fábrica da Nova Aliança. A cooperativa investiu R$ 86 milhões na planta industrial para processar 45 milhões de suco de uva. A aposta não é tanta no suco integral, que precisa de 7 quilos de uva para cada litro na garrafa, mas o néctar, com apenas 20% de produto natural e, portanto mais barato, que está se popularizando nos grandes centros consumidores e sendo incluído na merenda escolar das escolas públicas.


A nova fábrica, por fora e por dentro
 Após uma folga pra compras e descansar da exaustiva, porém deliciosa maratona enoturística-gastronômica,    o Famtour foi encerrado cm um jantar no restaurante do próprio Hotel Flores da Cunha, com as presenças do presidente da Apromontes, Delmir Argenta, e seu vice, Antonio Mioranza. No cardápio, o rodízio oferecido pelo hotel e vinhos das vinícolas que visitamos. E ainda aproveitamos para comemorar o aniversário da colega matogrossense Luciana Leite, uma das mais animadas e simpáticas da caravana. Um encerramento mais do que adequado para uma viagem inesquecível.

Antonio Mioranza serve vinho para Eliane Barbosa, que na verdade prefere cerveja
Delmir Argenta com a aniversariante Luciana Leite e Thais Sabino, de quem recebeu um exemplar de seu livro  "As vozes de uma lenda -  da fronteira ao oeste", sobre o "Trem da Morte"
Luciana, a rainha do Cerado, uma das participantes mais divertidas do famtour
Discurso! Discurso!
Parabéns pra voce, Luciana

Um brinde com Mariana Perini e Lucinana Masiero

Em uma semana, aprendi mais sobre vinho do que anos em degustações. O bom em conhecer colegas de profissão é aprender com quem conhece mais que a gente, e nesse aspecto foi fundamental a orientação de mestres como Sério Inglez de Sousa, do blog Todovinho (www.todovinho.blogspot.com), um dos sujeitos que mais conhece vinho no País e que mora aqui perto, e Piracicaba; Oscar Daudt, do portal EnoEventos (www.enoeventos.com.br), a prova viva de que "gaúcho é que gaúcho é fascinado pelo Rio" (Veríssimo, Luis Fernando; in "Gaúchos e Cariocas"). Danilo Ucha, especialista em vinhos e cordeiro (cordeiroevinhobyucha.blogsot.com), veterano do Zero Hora, hoje no Jornal do Comércio de Porto Alegre; Liana Sabo, do Correio Braziliense, que domina á área enogastronômica de Brasília e Silvia Mascela Rosa, editora da revista Adega, a referencia impressa do vinho no Brasil. E agradeço também meus demais companheiros de viagem, Carlos Parra, da revista Engarrafador Moderno; Francisco Pinto, do blog Cozinhando com Vinho; Thais Sabino, do Portal Terra; o casal Mariana Perini e Eduardo Caliman, do jornal A Gazeta e Rede Gazeta, de Vitória; Luciana Leite, da Nova Mesa, de Cuiabá;Gustavo Costa Acioli, do Correio da Bahia; Marcos Vargas, da Jovem Pan; Daniel Arraspide, do blog Vino y Bebidas; Bruno Albertim, do Jornal do Commercio, de Recife e Eliane Barbosa, do Jornal da Cidade, de Bauru; além de nossos guias da ConceitoCom Brasil, Janquiel Mesturini, Lucinara Masiero e Siara Salvagni que tornaram essa semana muito mais divertida e rica em todos os sentidos.